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Contos Clássicos em Destaque


W. W. Jacobs

A mão do macaco


A mão do macaco

 

"A mão do macaco", um conto do escritor inglês W. W. Jacobs (1863-1943), é uma obra-prima da literatura de terror. Uma mão mumificada  de macaco é susceptível de realizar desejos, mas a um custo monstruoso.


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Giovanni Boccaccio

O vaso macabro

O vaso macabro

 

Giovanni Boccaccio (1312-1375), criador do conto moderno, é uma das mais importantes personagens da Renascença e  da Literatura universal. A narrativa que se segue, extraída do Decamerão, é uma história de amor trágico, onde o macabro se sucede a uma revelação  sobrenatural.


Clark Ashton Smith

Treze Fantasmas


Treze Fantasmas

 

A mulher se voltou, e John Alvington viu que era Elspeth – a própria Elspeth da qual se havia separado com um amargo adeus, e que havia morrido sem permitir-lhe sequer vê-la outra vez. E contudo como poderia ser Elspeth, se estava morta há tanto tempo? Logo, por uma questão de lógica, como poderia ela haver morrido alguma vez, posto que estivesse ali, diante dele, naquele momento? Parecia infinitamente preferível crer que estava viva, e ele desejava tanto falar-lhe, porem a voz falhou quando tentou pronunciar seu nome.

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Leonardo da Vinci

A lenda do vinho de Maomé


A lenda do vinho de Maomé

 

Não somente o terror e a ficção científica são objeto de publicação neste sítio. Também narrativas insólitas e fantásticas são divulgadas.  Assim, não destoa que publiquemos uma narrativa fabulosa – no sentido rigoroso da palavra – escrita por Leonardo da Vinci, na qual resultam explicadas, alegoricamente, a origem e a razão da abstenção dos muçulmanos ao álcool. Como poucos sabem que o gênio florentino dedicava-se a curtas narrativas, é ao menos interessante que o publiquemos.

 

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Ambrose Bierce

Parker Adderson, filósofo

 

Parker

 

 

 

O oficial puxou da espada e, com os olhos cravados no prisioneiro, apontou silenciosamente para a abertura da tenda. O prisioneiro hesitava. O oficial, então, agarrou-o pelo colarinho e empurrou-o delicadamente para diante. Ao aproximar-se do mastro da tenda, o homem, frenético, deu um pulo e, com agilidade felina, pegou no cabo do facão, arranco-o da bainha, jogou o capitão de lado,  e, com a fúria de louco, pulou sobre o general, atirando-o ao chão e caindo-lhe em cima.  A mesa tinha virado, a vela apagou-se e os dois lutavam cegamente na escuridão. O preboste-marechal precipitou-se em auxílio do seu superior e lançou-se sobre as formas que se debatiam.

 

 

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Lista de Contos Clássicos

 

O Diabo e o Relojoeiro

O Diabo e o Relojoeiro

 

Vivia na paróquia de St. Bennet Funk, perto do Royal Exchange, uma honesta e pobre viúva que, depois de morto o marido, passou a aceitar sublocatários em sua casa. Ou seja, locou alguns de seus quartos a fim de reduzir os custos com o aluguel. Entre outros, cedeu sua mansarda a um artesão que fazia engrenagens para relógios, e que trabalhava para relojoarias, conforme era o costume nessa atividade.

 

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As abominações de Yondo

 

As abominações de Yondo

 

 

A areia do deserto de Yondo não é como a areia de outros desertos, pois Yondo é aquele que está mais próximo dos extremos do mundo; e estranhos ventos, provenientes de um golfo que nenhum astrônomo jamais sondou, esparramaram sobre os seus campos devastados a poeira cinzenta de planetas corroídos, as cinzas negras de sóis extintos. As montanhas escuras e ovaladas que se elevam de sua superfície escavada, rugosa, não lhe pertencem de todo, pois algumas são asteróides caídos, meio sepultos na areia abismal. Algumas coisas vieram rastejando dos espaços inferiores, nos quais os deuses de todas as terras decentes e bem ordenadas proíbem incursionar; mas não existem tais deuses em Yondo, onde vivem os gênios vetustos de estrelas abolidas e demônios decrépitos que perderam o lar com a destruição de infernos antiquados.

 

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Para Noite de Insônia

 

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A fatal notícia nos surpreendeu a todos.  E ficamos aterrorizados quando um criado nos trouxe ― voando ― os detalhes de sua morte.  Embora notássemos, há muito tempo,  sinais de desequilíbrio em nosso amigo, nunca pensamos que ele poderia  chegar a tal extremo.  Ele havia praticado o mais pavoroso suicídio, sem  deixar ao menos uma lembrança para nós,  seus  amigos.  E quando o tivemos em nossa presença, viramos o rosto, tomados por   uma compaixão  horrorizada.

 

 

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A Estrada ao Luar

 

 

 

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Sou o mais infeliz dos homens. Rico, respeitado, bem educado e gozando de boa saúde, para não falar de outras vantagens que aqueles que as têm valorizam e que aqueles que não as têm cobiçam, às vezes penso que teria sido mais feliz se elas me tivessem sido negadas, pois assim o contraste entre minha vida exterior e minha vida interior não demandaria continuamente uma dolorosa atenção. Sob o peso da privação e da necessidade de esforço, eu poderia de vez em quando esquecer o segredo negro que sempre confunde as conjeturas a que conduz.

 

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Berenice

 

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O infortúnio é múltiplo. A infelicidade na terra tem muitas formas. Dominando o amplo e curvo horizonte, seus matizes são vários como os vários matizes de cores do arco-íris – e igualmente distintos, ainda que numa gradação toda particular. Dominando o amplo horizonte como o arco-íris! Por que fui derivar da beleza algo tão atroz? Da promessa de paz tal símile de tristeza? Mas se, na Ética, o mal é uma conseqüência do bem, então, de fato, a tristeza se origina da alegria. Assim como a memória da felicidade passada é a angústia de hoje, ou os tormentos atuais são frutos dos êxtases que uma vez existiram.

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O Estranho

 

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Houve dúvida quanto ao tipo de homens a que pertenceriam os camaradas desse estranho que aparecera sem cerimônia, bem como, em suas palavras, qualquer coisa tão impenetrável quanto um desafio, o que fez com que nossa meia dúzia de “aventureiros” se sentasse, com as mãos nas armas, numa atitude que significaria, dada a hora e o lugar, ostensiva expectação.

 

 

 

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Óleo de Cão

 

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Meu nome é  Boffer Bings. Nasci de pais honestos, em um estilo de vida dos mais humildes.  Meu pai era fabricante de óleo de cão, e minha mãe tinha, ao pé da igreja da vila, um pequeno gabinete, onde eliminava bebês indesejados. Já na minha infância aprendi os processos da indústria. Não apenas ajudava o meu pai procurando os cães para seu caldeirão, como também minha mãe me encarregava frequentemente da missão de me desfazer dos despojos de seu trabalho no gabinete.

 

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A Máscara da Morte Escarlate

 

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Havia muito tempo que a “Morte Escarlate” devastava todo o país. Jamais uma peste fora tão letal e tão terrível. O sangue era a sua encarnação e o seu sinal: o vermelho e o horror do sangue. Começava com dores agudas, com um desvanecimento súbito, e logo os poros se punham a sangrar abundantemente. Sobrevinha, então, a decomposição. Manchas escarlates no corpo  e, notadamente, no rosto da vítima  segregavam-na da humanidade,  e a afastavam de todo socorro e de toda compaixão. O contágio, o progresso e o fim da enfermidade consumiam apenas meia hora.



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Aventura Incompreensível

 

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Aos vinte e cinco anos, o Barão, senhor de seu patrimônio e dos próprios atos, descobriu, segundo afirmava, em seus livros, que, em se imolando um menino em homenagem ao diabo, empregando determinadas palavras e contorções durante uma execrável cerimônia, invocava-se a presença do demônio, obtendo-se dele tudo o que se desejasse, desde que se lhe prometesse a alma.

 

 

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A Alucinação de Staley Fleming

 

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O  médico deixou cair o  livro e saiu correndo pela sala.  Subiu celeremente as escadas que levavam ao quarto de Fleming. Tentou abrir a porta,  mas esta, em contrariedade  às suas  instruções, estava fechada.   Empurrou  com o ombro, imprimindo uma força tal que a porta cedeu.  No chão, junto à cama desarrumada,  vestido com seu pijama, jazia  Fleming, agonizante.


 

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O Funil de Couro

 

 

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O homem de vestes negras agora avançava e, tomando uma das cordas em seu braço esquerdo, amarrou os pulsos da mulher, que ficou com as mãos unidas. Ela estendia os braços sem resistência na direção dele, enquanto era amarrada. Então ele segurou-a rudemente pelos ombros, empurrando-a na direção do potro de madeira, cujo assento ficava um pouco acima da cintura dela. Por isso ergueram-na e colocaram-na sobre o assento, deitada de costas, com o rosto voltado para o teto, enquanto o sacerdote, horrorizado e trêmulo, fugia da sala.

 

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Wakefield

 

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Uma noite,  transcorridos os vinte anos de seu desaparecimento,  Wakefield faz a caminhada costumeira na direção da residência que  ainda diz ser dele. É uma noite de outono, de forte vento. Frequentes  pancadas d’água caem, tamborilando sobre as calçadas, e cessam  repentinas, antes que  alguém possa abrir seu guarda-chuva. Detendo-se próximo da casa, Wakefield vislumbra, através das janelas da sala  do segundo andar, o brilho rubro, o tremeluzir, os inquietos lampejos  de um fogo confortável. Sobre o teto, aparece a sombra grotesca da  boa senhora Wakefield. O barrete, o nariz e o queixo, e a larga cintura,  desenham uma admirável caricatura, que dança, além disso, em  movimentos variados, de acordo com as oscilações das labaredas,  numa jovialidade quase excessiva para a sombra de uma idosa viúva.

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O Dedo Médio do Pé Direito

 

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A figura se definiu cada vez mais. O homem se apoiava sobre um joelho, as costas apertadas contra o ângulo das paredes, os ombros erguidos até o nível das orelhas, as mãos diante do rosto, palmas para diante, os dedos abertos e crispados como garras. A face pálida estava voltada para cima, sobre o pescoço contraído, com uma expressão de indizível medo, a boca aberta, os olhos arregalados. Estava morto.

 

 

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O Horror no Museu

 

O Horror no Museu

 

 

Com bons dez pés de altura, a despeito de sua postura agachada, rastejante, expressiva de infinita malignidade cósmica, uma monstruosidade de horror inacreditável aparecia saindo de um trono ciclópico de marfim coberto de relevos grotescos. No par central de suas seis pernas, segurava uma coisa amassada, esmagada, distorcida e exangue, perfurada por um milhão de picadelas e em alguns pontos corroída por algum ácido pungente. Somente a macilenta cabeça da vítima, pendendo invertida num dos lados, dava mostras de representar qualquer coisa de humana.

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A Mão Dissecada


A mao dissecada

 

Depararam-se com um horrendo espetáculo:  o mobiliário havia sido derrubado e tudo indicava  que uma luta terrível travara-se entre a vítima e o agressor.  No centro do quarto,  caído de costas, com os membros rígidos, o rosto pálido e os olhos dilatados de terror, jazia o jovem Pierre B. Trazia no pescoço as marcas profundas de cinco dedos.  O relatório do doutor Bordeau, que foi chamado imediatamente, dizia que o agressor devia ser dotado de uma força prodigiosa e que a sua mão era extraordinariamente magra e nervosa, pois os dedos, que deixaram no pescoço  como que cinco buracos de bala, quase se juntavam através da carne.

 

 

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À Deriva

 

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O homem pisou algo esbranquiçado e, em seguida, sentiu a picadura no pé.  Deu um salto e, ao voltar-se com um palavrão, viu uma jararacuçu que, enrodilhada, preparava  um novo  bote.

 

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O Pescador do Cabo do Falcão

O Pescador do Cabo do Falcão

 

Pela costa de Massachusetts se murmuram muitas coisas sobre Enoch Conger. Algumas delas só se comentam em voz muito baixa e com muita cautela. Tão estranhos rumores circulam ao longo de toda a costa, espalhados por pescadores do porto de Innsmouth, seus vizinhos, já que ele vivia a umas poucas milhas ao sul, no Cabo do Falcão. Esse nome se deve ao fato de que ali, em épocas migratórias, são vistos falcões peregrinos, gaviões e também outras aves de rapina naquele estreito pedaço de terra que entra no mar. Ali vivia Enoch Conger, até que ninguém mais o viu, contudo ninguém podia afirmar que ele estivesse morto.


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A Esposa de Éfeso

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Em Éfeso havia uma esposa com tal fama de honesta, que até as mulheres dos países vizinhos iam conhecê-la. Ela perdeu o marido e não se contentou, então correu atrás do corpo com os cabelos em desordem, como é costume entre o povo. Dando golpes no peito desnudo diante dos olhos de todos, foi atrás do seu finado marido até sua tumba e logo após ter sido depositado, segundo costume dos gregos, se devotou a velar o corpo e a chorá-lo dia e noite. Seus pais e familiares não puderam fazê-la cessar aquela atitude que, levada ao desespero, havia de morrer de fome. Até os magistrados desistiram do intento ao verem-se expulsos por ela.

 

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Uma Voz na Noite

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Era uma noite escura e sem estrelas. A falta de vento tinha nos detido num ponto qualquer do noroeste do Pacífico. Não sei qual era nossa posição exata, pois durante uma semana estafante e sem brisa o sol se escondera por trás de uma tênue neblina que parecia flutuar em volta de nós à altura dos mastros, mas que, por vezes, descia e envolvia o mar que nos rodeava.


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A Mancha Indelével

A Mancha Indelével

 

No meio de meu terror atuei como um autômato. Lancei-me impetuosamente para a porta, empurrei quem entrava e saltei à rua. Dei-me conta de que alguém se alarmou ao me vir correr; talvez pensassem que tinha roubado ou tinha sido surpreendido no momento de roubar. Compreendia que levava o rosto pálido e os olhos arregalados, como se fugisse da polícia que me perseguia. De qualquer jeito, não me importava. Minha necessidade de fugir era imperiosa, e fugia como louco.

 

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O Sonho do Rei Karna-Vootra

 

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“Passeia comigo pelos grandes lagos da formosa e cheia de jardins Istrakhan, onde flutuam lírios que produzem deliciosos sonhos; ou, baixando as cortinas de orquídeas suspensas, vem comigo através de um caminho secreto que leva a outra selva impenetrável que cobre a única senda através das montanhas que cercam Istrakhan. Cercando-a e contemplando-a com júbilo pela manhã, até o anoitecer, quando os lagos não estão habituados à luz e, por vezes, em sua alegria, derretem a fatal neve que mata os homens das montanhas nos cumes solitários. Esses lugares são mais velhos que as crateras da lua.

 

 

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A Aventura do Estudante Alemão

 

A Aventura do Estudante Alemão

 

Voltava ele para casa no final da noite de tempestade, percorrendo  as ruas antigas e sombrias do Marais, na parte velha de Paris. O estrondear  dos trovões  reverberava  sobre as casas altas das ruas estreitas.   Chegou  à  Place de Grève,  onde as execuções públicas eram  realizadas. Os relâmpagos estremeciam acima dos pináculos do antigo Hôtel de Ville, espraiando um  brilho cintilante  sobre o espaço aberto  à  frente do estudante.  Atravessando  a praça, Wolfgang   recuou  de  horror quando  se acercou  da guilhotina. Era o auge do reinado do Terror  e esse  terrível  instrumento de  morte estava sempre  em prontidão.  No cadafalso, continuamente corria o sangue dos virtuosos e valentes. Nesse mesmo dia, a guilhotina havia sido empregada ativamente em  seu ofício de carnificina,  e, agora, erguia-se cruelmente,  em meio a uma cidade silenciosa e adormecida,  à espera de novas vítimas.

 

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A Cidade sem Nome

 

A cidade sem nome

 

Lá embaixo, no túmulo das antiguidades mortas há inumeráveis éons, léguas abaixo do mundo amanhecente dos homens, ouvi o amaldiçoar e o rosnar fantasmagórico de demônios cuja língua era ignota. Voltando-me, percebi, recortado contra o éter luminoso do abismo, o que não podia ser visto sob a penumbra do corredor: uma horda pesadelar de demônios em movimento – distorcidos pelo ódio, grotescamente paramentados, demônios meio transparentes de uma raça que homem nenhum poderia confundir: os répteis rastejantes da cidade sem nome.


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A Vida Eterna

 

A vida eterna

 

Compreende alguém a minha situação?  Era a morte que eu tinha diante de mim, a morte infalível, a morte dolorosa. Ao mesmo tempo era tão singular tudo quanto eu acabava de saber, parecia-me tão absurdo o meio de comprar a eternidade com um festim de antropófagos, que o meu espírito pairava entre a dúvida e o receio, acreditava e não acreditava, tinha medo e perguntava por quê?


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O Último Feitiço

 

O ultimo feitiço

 

Malygris, o mago, se encontrava sentado na câmara superior de sua torre, que havia sido erguida sobre uma montanha cônica no coração de Susran, capital de Posseidônis. Forjada de uma escura pedra extraída do fundo da terra, resistente e sólida como um mítico diamante, a torre se destacava das demais, e lançava longe sua sombra sobre os telhados e cúpulas da cidade, de tal forma que o sinistro poder de Malygris estendia sua escuridão sobre a mente dos homens.

 

 

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O Fantasma

 

O fantasma

 

Em "O Fantasma",   Artur Azevedo (1855 — 1908)  demonstra  como um  tema sobrenatural  aliado à credulidade ingênua pode servir de mote a uma história de humor delicioso.

 

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Sadástor

 

Sadástor

 

Escuta, pois esta é a história que foi contada a uma formosa lâmia pelo demônio Charnadis enquanto eles estavam sentados juntos em cima do Mophi, sobre as fontes do Nilo, nesses anos quando a Esfinge ainda era jovem. Porém a lâmia estava entediada, pois sua beleza havia criado uma maligna lenda tanto em Tebas como em Elefantina; de maneira que os homens temeram seus lábios e evitaram seu abraço, por isso ela não teve amantes por quase duas semanas. Ela açoitava sua serpentina cauda contra o chão e suspirava suavemente, e derramou as míticas lágrimas que só as serpentes derramam. E o demônio relatou esta história para confortá-la.

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O Defunto

 

O Defunto

 

D. Rui arrancou a espada, e de um golpe certo cortou a corda meio apodrecida. Com um sinistro som de ossos entrechocados o corpo caiu no chão, onde jazeu um momento, estirado. Mas, imediatamente, se endireitou sobre os pés mal seguros e ainda dormentes - e ergueu para D. Rui uma face morta, que era uma caveira com a pele muito colada, e mais amarela que a Lua que nela batia. Os olhos não tinham movimento nem brilho. Ambos os beiços se lhe arreganhavam num sorrido empedernido. De entre os dentes, muito brancos, surdia uma ponta de língua muito negra.


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A Bolsa da Concubina

 

A bolsa da concubina

 

A criança era raquítica, não parecia ter seis meses; o crânio muito comprido e achatado, o frontal muito largo, de uma saliência enorme, abaulado, deixando aparecer muito no fundo, dous olhos sem expressão, quase sem movimento, dava-lhe o aspecto de uma caveira; o corpo mal desenvolvido, o rosto amarelado e de uma pele seca, as pernas em arco, magras, tudo emprestava àquilo que ela chamava o seu querido filho tão bonito uma aparência sinistra e má.

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Madame Teófila

 

Madame teófila

 

Madame Teófila é um conto fantástico - e uma  engenhosa fábula - escrito  pelo grande escritor francês Théophile Gautier, que conta, aqui,  com a tradução do sempre festejado  poeta brasileiro Olavo Bilac.

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O Travesseiro de Penas

 

O Travesseiro de Penas

 

Alicia seguiu  definhando-se em seu delírio de anemia, que à tarde se agravava,  mas que amainava sempre às primeiras horas da madrugada.  Durante o dia, a enfermidade não progredia, mas, a cada manhã,  Alicia acordava lívida, quase em síncope.  Parecia que unicamente de noite a vida se lhe escapava em novas asas de sangue. Ao despertar, tinha sempre a sensação desmoronar-se na cama com um milhão de quilos sobre si. A partir do terceiro dia, esta prostração  não mais a abandonou. Apenas podia mover a cabeça. Não queria que tocassem na cama, nem mesmo que lhe ajeitassem o travesseiro. Seus terrores crepusculares evoluíram em forma de monstros que se arrastavam até o leito e subiam dificultosamente pela colcha.

 


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Os Olhos que Comiam Carne


Os olhos que comiam carne

 

O operado, olhos abertos, olha em torno. Olha e, em silêncio, muito pálido, vai se pondo de pé. A pupila entra em contacto com a luz, e ele enxerga, distingue, vê. Mas é espantoso o que vê. Vê, em redor, criaturas humanas. Mas essas criaturas não têm vestimentas, não têm carne; são esqueletos apenas; são ossos que se movem, tíbias que andam, caveiras que abrem e fecham as mandíbulas!


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O Devoto do Mal


O Devoto do Mal

 

Senti uma tristeza insuportável, junto com uma multidão de sensações que me desesperavam quando tentava transmitir por meio de linguagem. Meu próprio sentido de espaço se viu deformado e distorcido, como se alguma dimensão desconhecida houvesse sido mesclada com a nossa. Havia uma sensação de terrível queda sem fundo, como se o solo estivesse se fundindo por baixo de mim em um fosso exterior; e me pareceu ir mais além do quarto em uma torrente de inquietantes imagens alucinógenas, visíveis, porém invisíveis, e mais terríveis e mais malditas que aquele furacão de almas réprobas que Dante contemplara.


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O Quarto Vermelho


O Quarto Vermelho

 

“Foi para isso que vim”, disse eu e me dirigi para a porta. Enquanto o fazia, o velho da sombra levantou-se e cambaleou em volta da mesa, para aproximar-se dos outros e do fogo. Na porta, virei-me, olhei para eles e vi que haviam se juntado, escuros, contra o fogo da lareira, encarando-me sobre seus ombros, com uma expressão concentrada em seus rostos envelhecidos.

 

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A Maçã


A Maçã

 

Depois levantou-se, tirou do porta-bagagem a sua maleta e abriu-a. Sem dizer uma palavra, apanhou lá dentro um objeto de forma arredondada, envolvida em grande quantidade de papel prateado, que desdobrou cuidadosamente. Estendeu o objeto a Hinchcliff: era um pequena fruta de cor dourada, muito macia ao tato.

 

 

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O Defunto


O defunto

 

Quando ele despertou, deitado ao comprido num estreito caixão negro e dourado, tinha as mãos postas numa derradeira prece. Lançou vagamente os olhos em torno, e em torno tudo era silêncio e treva. Procurou levar as mãos aos olhos, mas sentiu as mãos presas, sem movimento; e parece-lhe então que estava morto.Como é pesado o ar que respira! Como é profunda a escuridão que o encerra! E onde está? No seu quarto? No seu leito? Que estranha cama, estreita e dura! E por que dorme calçado? E que vestes tão solenes! Terá vindo ébrio de alguma festa? E as mãos amarradas! E que falta de ar! Ah! que dolorosa e lenta agonia.

 

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Uma Tragedia Franceza


Uma tragedia franceza

 

No dia immediato ao da celebração do casamento, o criado de quarto de lord M... ouviu de repente um estrondo que lhe pareceu um tiro de pistola, e correndo immediatamente  ao quarto de seu amo, achou este com o pescoço envolto em um chaile  de touquim, e com a cabeça atravessada por duas ballas. Nas paredes e cortinas do aposento existiam pegados varios  pedaços do craneo e miolos do infeliz.

 

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A Larva


A larva

 

Aquela figura voltou-se para mim, descobriu o rosto e... Oh, espanto dos espantos! Era viscosa e desfigurada aquela face. Um olho pendia sobre a maçã ossuda e purulenta. Algo como o úmido bafio de putrefação chegava a mim.

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A Mão do Lobishomem

 

A mão do lobisomem

 

Nessa madrugada,  partiu Solanges ao sitio de costume, quando surgiu o lobishomem para buscar a pitança do costume. Solanges ficou aterrada, apenas ouviu os primeiros gritos,  e o seu espanto chegou ao maior auge quando viu a terrível mão pelluda agarrando a carne. Soltou um grande grito.

 

 

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A Fonte Sancta


A fonte sancta

 

Acabavam de dar onze horas e meia; D. Bernardo passeiou cerca de meia-hora, tendo todas as difficuldades  imaginaveis em manter-se em pé, tanto sentia coalhar-se o sangue nas veias.  Emfim deu meia-noite.  Á primeira badalada introduziu D. Bernardo a chave na feixadura, e abriu a porta. Grande foi o espanto do cavalheiro; a igreja está allumiada, o côro aberto, os pilares e abobadas forradas de preto; mil luzes cobriam os altares. No meio da capella, estava erguido um estrado; em cima delle estava deitada uma freira, vestida de branco, tendo na cabeça um véu branco, seguro na sua fronte por uma corôa de rosas brancas. Singular pressentimento apertou o coração do cavalheiro.  Chegou-se elle do estrado, inclinou-se para o cadaver, levantou o véu, e deu um grito.

 

 

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A Mão Mysteriosa


A mão mysteriosa

 

O seu rosto, negro e inchado, apavorante, parecia exprimir um assombro abominável; tinha alguma coisa entre os dentes cerrados; e o pescoço com cinco buracos, que dir-se-iam feitos com pontas de ferro,  achava-se coberto de sangue.


 

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Soror Beatriz


Soror Beatriz

 

"Sóror Beatriz" é uma narrativa fantástica de Charles Nodier, um dos primeiros escritores da  escola romântica e precursor da literatura gótica na França.  Nodier, que admirava Hoffmann, traduziu Polidori   e exerceu influência em autores portentosos como Hugo e Musset.

 

 

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O espectro e o salteador de estradas


O espectro e o salteador de estradas

 

O espectro apareceu a ele na forma de um simples comerciante de gados local.  E como o Diabo, como é fácil supor,  conhecia muito bem os refúgios e esconderijos frequentados por Hind, chegou assim disfarçado  a uma estalagem e, havendo alugado um quarto, pôs em lugar seguro o seu cavalo, ordenando ao estalajadeiro que carregasse a sua mala, que era muito pesada, aos seus aposentos.  Lá,  abriu a mala, retirou o dinheiro, que estava distribuído em pequenos invólucros,  e o colocou em duas sacolas, que teriam o mesmo peso em cada lado do cavalo,  tornando-as  tão chamativas quanto possível.


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A mendiga de Locarno


A mendiga de Locarno

 

 

O cavalheiro, à meia-noite, pálido e perturbado, apareceu jurando que havia fantasmas, e que algo invisível se movia num canto do quarto, como se estivesse sobre palha, e que era possível escutar passos lentos e vacilantes a atravessar o recinto, cessando ao chegar à estufa, entre gemidos.

 

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História do espírito que apareceu em Dourans


Historia do espírito que apareceu em Dourdans

 

 

Quando saía da igreja, sentiu que o espírito a subjugava com uma força tal que não conseguia sequer   avançar.  Uma hora depois, voltou a casa e, ao dirigir-se ao nossos aposentos, foi repelida com uma  força  tal que minha mulher ouviu o barulho.  E, uma vez dentro, pudemos ver que os prendedores de sua saia  estavam rompidos.  Ao ver este prodígio, minha mulher tremeu de medo e sofreu um pequeno  desmaio.

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Retirantes


Retirantes

 

De repente, a enxada soou, surda. Um cheiro de carniça desprendeu-se da terra, subiu, empestou o ambiente. A virago abaixou-se sobre a cova rasa, e puxou para cima, a custo, o leve cadáver que ali dormia. A noite havia caído, trevosa e lúgubre, impedindo que ela reconhecesse o defunto. Viu, apenas, que era corpo de mulher. Com os dedos trêmulos, percorreu-lhe, tateando, a cintura frágil, encharcada de uma umidade repugnante, desapertou-lhe a saia, que lhe puxou pelos pés, desabotoou-lhe o casaco frouxo, arrancou-o em dois safanões, e, amassando as duas peças de roupa, sem olhar para trás, passou, de novo, a cerca, e saiu, nua e suja de terra, a correr desesperadamente para a várzea, rumo da estrada por onde desciam, dia e noite, as levas de retirantes.

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O fantasma acusador


O fantasma acusador

 

Ele vira a sua vítima de pé,  no estrado das testemunhas,  pronta para ser interrogada e depor   em seu desfavor. Estava a vítima, mesmo, disposta a exibir a garganta que fora  rasgada pelo  acusado. Segundo disse o prisioneiro, a vítima encarava-o  com uma fisionomia terrível.


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Relatos verídicos sobre vampiros da Hungria


Relatos Verídicos sobre vampiros da Hungria

 

As pessoas da casa e os habitantes da vila declararam que o pai do camponês  havia voltado para provocar a morte do filho,  e que tudo o que o soldado havia visto e contado era absolutamente verdadeiro. Por conseguinte, mandaram desenterrar o corpo do vampiro.  Encontraram-no no estado de um homem que acabara  de morrer e com o sangue ainda quente. Cortaram-lhe, então,  a cabeça e lançaram-no novamente no túmulo.


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Morta


Morta

 

Agora o morto lia também as coisas gravadas na lápide tumular.  Tomou depois  uma pedra pontiaguda e pôs-se a raspar com cuidado o epitáfio. Apagou-o lentamente, cravando a órbita vazia no lugar em que estava escrito.  E com a ponta do osso que fora o seu  índex, escreveu em letras luminosas, com estas linhas que as crianças riscam na parede com um pirilampo vivo:“Aqui repousa Jacques Olivant, morto aos cinquenta anos.  Abreviou com crueldade os dias de seu pai, de quem desejava herdar, maltratou a esposa, atormentou seus filhos, traiu  seus vizinhos, roubou quanto pôde e morreu miserável”.

 

 

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Confissão encontrada numa masmorra na época de Carlos II


Confissão encontrada

 

O sol irrompeu por trás de uma nuvem: refulgia no céu brilhante, na terra luminosa, na água clara e nas gotas cintilantes de chuva sobre as folhas. Havia olhos em tudo.  O imenso universo repleto de luz estava ali para testemunhar  o assassinato.  Eu não sei o que ele disse; ele procedia de um sangue valente e viril e, apesar de ser apenas uma criança, não se acovardou,  nem me adulou. Não o ouvi dizer, entre choros,  que me amava, mas que tentaria me amar, e o vi correndo de volta  para casa.  O que eu vi em seguida foi a espada desembainhada em minha mão e o menino morto aos meus pés,  espargido  de  sangue  aqui e ali, mas em nada diferente do corpo que eu havia contemplado enquanto dormia, mantendo a mesma atitude, com o queixo descansando em cima da mãozinha.

 

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A lenda do vinho de Maomé


A lenda do vinho de Maomé

 

Não somente o terror e a ficção científica são objeto de publicação neste sítio. Também narrativas insólitas e fantásticas são divulgadas.  Assim, não destoa que publiquemos uma narrativa fabulosa – no sentido rigoroso da palavra – escrita por Leonardo da Vinci, na qual resultam explicadas, alegoricamente, a origem e a razão da abstenção dos muçulmanos ao álcool. Como poucos sabem que o gênio florentino dedicava-se a curtas narrativas, é ao menos interessante que o publiquemos.

 

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O último feitiço


O último feitiço

 

 

A fumaça dos incensários, azuis, brancas e violetas, se ergueram em espessas nuvens e rapidamente encheu a sala de redemoinhos em constante mistura, entre as quais a luz solar desaparecia deixando lugar a um fulgor pálido e sobrenatural, como a luz das luas que ascendem do rio Leteo. Com sobrenatural lentidão, com inumana solenidade, a voz do necromante seguiu entoando um sacerdotal cântico até que houvesse terminado o pergaminho e os últimos ecos se apagaram extinguindo-se em formas de cavernosas e sepulcrais vibrações. Logo a fumaça policromática se dissipou como as dobras de uma cortina que houvesse sido retirada. Mas o desbotado e sobrenatural brilho enchia a câmara, e entre Malygris e a porta onde brilhava a cabeça de unicórnio se alçava a aparição de Nylissa...

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Treze Fantasmas


Treze Fantasmas

 

A mulher se voltou, e John Alvington viu que era Elspeth – a própria Elspeth da qual se havia separado com um amargo adeus, e que havia morrido sem permitir-lhe sequer vê-la outra vez. E contudo como poderia ser Elspeth, se estava morta há tanto tempo? Logo, por uma questão de lógica, como poderia ela haver morrido alguma vez, posto que estivesse ali, diante dele, naquele momento? Parecia infinitamente preferível crer que estava viva, e ele desejava tanto falar-lhe, porem a voz falhou quando tentou pronunciar seu nome.

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Parker Adderson, filósofo

 

Parker

 

 

 

O oficial puxou da espada e, com os olhos cravados no prisioneiro, apontou silenciosamente para a abertura da tenda. O prisioneiro hesitava. O oficial, então, agarrou-o pelo colarinho e empurrou-o delicadamente para diante. Ao aproximar-se do mastro da tenda, o homem, frenético, deu um pulo e, com agilidade felina, pegou no cabo do facão, arranco-o da bainha, jogou o capitão de lado,  e, com a fúria de louco, pulou sobre o general, atirando-o ao chão e caindo-lhe em cima.  A mesa tinha virado, a vela apagou-se e os dois lutavam cegamente na escuridão. O preboste-marechal precipitou-se em auxílio do seu superior e lançou-se sobre as formas que se debatiam.

 

 

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A missa das sombras

 

A missa das sombras

 

A missa começou.  Era uma missa silenciosa, na qual não se ouviam nem o som dos lábios  que se moviam, nem o ressoar da sineta inutilmente tangida. Catherine Fontaine se via sob os olhos e a influência de um misterioso vizinho, a quem olhou sem virar a cabeça, nele reconhecendo o jovem cavaleiro d’Aumont-Cléry, que a amara e que morrera fazia quarenta e cinco anos.

 

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O vaso macabro

O vaso macabro

 

Giovanni Boccaccio (1312-1375), criador do conto moderno, é uma das mais importantes personagens da Renascença e  da Literatura universal. A narrativa que se segue, extraída do Decamerão, é uma história de amor trágico, onde o macabro se sucede a uma revelação  sobrenatural.


A mão do macaco


A mão do macaco

 

"A mão do macaco", um conto do escritor inglês W. W. Jacobs (1863-1943), é uma obra-prima da literatura de terror. Uma mão mumificada  de macaco é susceptível de realizar desejos, mas a um custo monstruoso.


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