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Rosas de Amdete

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Escrito por Ângelo Brea   
Dom, 28 de Dezembro de 2014 00:00

 

 

Rosas de Amdete


 

ROSAS DE AMDETE

Por  Ângelo Brea

 

Desde que a finais do século XX se descobriu o primeiro planeta extrassolar, 51 Pegasi b, a máxima prioridade da comunidade astronómica internacional orientou-se à descoberta de uma nova Terra. Era como o santo graal da investigação espacial.


Nas primeiras décadas do século XXI, novos telescópios espaciais dotados de melhores instrumentos óticos, como o Kepler, de venerável lembrança, que substituíra o ainda mais saudoso Hubble, ou o famoso BPT, (Buscador de Planetas Terrestres), ampliaram enormemente o nosso conhecimento. O BPT constava de dois elementos essências. O primeiro era o Cronógrafo de Luz Visível, que recolhia a luz da estrela e, depois de focalizá-la, podia bloqueá-la e deixar passar apenas a luz do planeta. O segundo elemento era o Interferómetro, que captava a luz recebida e, usando dois ou mais telescópios, conseguia que a luz da estrela desaparecesse, podendo observar a luz dos planetas próximos a essa estrela. Estes instrumentos sensacionais, melhorados depois numerosas vezes, acharam centos e centos de planeta do tipo terrestre que podiam apresentar características que os fizessem habitáveis para nós. Contudo, as naves espaciais baseadas na propulsão por meio de combustíveis tradicionais eram tão lentas que a viagem mesmo até a Alfa Centauro, o sistema de estrelas mais próximo à Terra, tornava-se praticamente impossível.


Isso começou a solucionar-se parcialmente quando se começaram a aperfeiçoar as naves espaciais. A chegada a Marte, nas primeiras décadas do século XXI, implicou o começo da mudança com respeito ao paradigma aplicado às viagens das naves lunares Apollo, mas mesmo assim eram lentíssimas para colonizar mundos extra-solares.


O seguinte passo, aproveitando o chamado vento solar, foi usar grandes velas despregadas, para viajar a Júpiter, Saturno, Urano e mesmo ao distante Neptuno. Mas para chegarmos às distantes estrelas, houve que aguardar muito mais. Quando se conseguiu descobrir a viagem da luz, o sonho de chegarmos a outros planetas alheios ao Sistema Solar começou a encarar-se como possível.


Para essa altura, os sistemas óticos e de deteção estavam tão desenvolvidos que se podia dizer com segurança que se tinham encontrado noventa por cento dos planetas que orbitavam as estrelas num raio de cem anos-luz e entre os sessenta e os noventa num raio de cem a trezentos anos--luz de distância.


Até esse momento, o costume tinha sido denominar os novos planetas com um complexo código de cifras e letras que para o resto da população mundial virava num galimatias ininteligível. Isso mudou quando numa reunião da Sociedade Astronómica Internacional foi proposto renomear todos aqueles planetas que orbitavam estrelas próximas à Terra com nomes muito mais singelos. A proposta compartilhava uma venerável tradição: ir ao mundo greco-latino. Mas haveria que renomear milhares de planetas, começando pelas estrelas mais próximas à nós: Próxima Centauri, Alfa Centauri A, Alfa Centauri B, a estrela de Barnard, Wolf 359, Lalande 21185, Sirio A, Sirio B, UV Ceti, BL Ceti, Ross 154, Ross 248, Epsilon Eridani, Lacaille 9352, Ross 128, EZ Aquarii e assim centos de estrelas situadas a poucos parsecs de distância.


A proposta era que, para começar, cada planeta levasse o nome de uma oceânide grega, e ao acabar, o de um rio ou de uma divindade menor. Tendo em conta que as filhas de Oceano e de Tétis eram umas quatro mil, havia uma boa listagem de nomes para começar. Desde esse momento, a proposta foi aceite e bem acolhida pela população mundial, para a qual era impossível seguir a classificação alfanumérica tradicional.


Tínhamos agora nomes e planetas, mas apenas um punhado dos situados num raio de cem anos-luz eram candidatos fiáveis para um assentamento humano permanente.Naquela altura, já havia uma pequeníssima base humana no subsolo de Mercúrio e um milhão de pessoas habitava as cidades marcianas, que sempre foi, por assim dizê-lo, o segundo lugar mais popular depois da Terra. Também havia colónias nalgumas luas de Júpiter e de Saturno (umas cem mil pessoas), e nas de Urano e Neptuno (apenas cinco ou seis mil). Mas precisávamos um novo lar para mil milhões de seres humanos que não cabiam na ultra-habitada Terra, que começava a tornar-se um lugar difícil para a vida, devido ao efeito estufa e à superpopulação.


Enviaram-se centos de sondas espaciais robotizadas à velocidade da luz a todos os planetas candidatos para albergar seres humanos. Claro que a nova Terra perfeita não existia algures. Os planetas sempre tinham mais tamanho, mais massa, mais anidrido carbónico, ou eram demasiado quentes ou demasiado frios, ou estavam demasiado perto ou demasiado longe dos seus sóis. Em todos havia contratempos, mas com uma situação tão desesperada, mesmo se começaram a enviar pequenas colónias a alguns desses planetas. Poucas conseguiram sobreviver e prosperar, mas ao menos era um começo.


Um dos planetas a que se enviaram sondas foi Admete. Orbitava uma estrela mais grande que o nosso sol, do tipo F, mas emitindo uma maior radiação em comparação com o nosso. No resto dos planetas desse sistema a vida humana era inviável, mas em Admete a sonda ficou durante décadas a recolher informação, que foi enviada pontualmente à Terra. Ali, devido à alta radiação e ao estar quase no limite da zona habitável, a vida que surgira estava sempre ao fio do impossível. Mas naquele planeta, de duas vezes e meia a massa da Terra, crescia uma vegetação parecida à nossa. Realizava perfeitamente a fotossíntese, embora a atmosfera de Admete tivesse apenas os 14% de oxigénio. As plantas de Admete eram quase todas de cor vermelha ou laranja escura e havia animais pouco complexos.


A planta que mais interessou os investigadores foi a conhecida como rosa de Admete. Tinha uma particularidade que a fez famosíssima para os humanos: podia criar um campo elétrico aproveitável e os seus ramos emitiam uma incrível gama decores pelos seus gâmetas  masculinos e femininos. Eram como árvores de natal que, ademais, podiam criar a eletricidade necessária para que os aparelhos de uma casa funcionassem sem gasto nenhum. Parecia demasiado bom para crê-lo, mas a informação das ondas não se podia enganar.


Admete orbita a sua estrela num período equivalente a 33 anos, 4 meses e 23 horas segundo o horário terrestre. Quando o planeta completava o seu período orbital, a radiação da estrela reduzia-se 2%, devido à posição da elíptica do planeta  e, aproveitando-o, as rosas de Admete entravam num estado de ebulição, lançando à atmosfera uma grande quantidade de esporos que colonizavam novas zonas do planeta. A muitas delas a intensa radiação solar acabava por destruí-las com facilidade, mas uma de cada dez mil conseguia germinar e criar novas plantas. O planeta Admete era um possível candidato a albergar uma presença humana, sempre e quando se conseguisse evitar aquela terrível radiação, o que levou a pensar na possibilidade de instalar as cidades debaixo da terra.


Quando se estava a ponto de enviar uma expedição a Admete ocorreu um acontecimento extraordinário para os seres humanos. Descobriu-se a viagem ultralumínica, até cem vezes a velocidade da luz. É algo tão complexo que apenas quatro ou cinco mentes privilegiadas na Terra, para os quais Einstein ou Newton seriam uns alunos de infantário, podem compreender na sua totalidade. Para utilizar essa técnica, graças a Deus, não havia que saber como funcionava, simplesmente havia que saber levar uma nave até a esse lugar. É como ter um carro, não há que saber como funciona, apenas saber conduzi-lo.


A nave que iria a Admete foi modificada e o que ia ser uma colónia definitiva, seria agora uma simples viagem de colheita daquelas plantas extraordinárias. Até esse momento, as sondas classificaram umas quatrocentas variedades. Tinham-se em conta a cor base (do vermelho escuro ao laranja claro), a potência elétrica, a gama de cores das suas luzes, o tipo de flor, a variedade dos gâmetas, o comprimento dos ramos e os inúmeros tipos de folhas. As rosas de Admete eram um mundo em si mesmas. Escreveram-se inúmeros livros sobre elas, da Enciclopédia mais complexa até livros eletrónicos de bolso.


A nave espacial Halle foi a encarregada daquela missão. Apesar de Admete se encontrar a 98 anos-luz, com a nova viagem ultralumínica, unicamente se demoraram 357 dias terrestres no trajeto. A descoberta da viagem ultralumínica era algo colossal!


Os astronautas da Halle comprovaram o que as sondas tinham recolhido. As rosas de Admete geravam eletricidade, luz e calor. Não havia uma pessoa que não quisera ter uma. Até se fizeram bonsais com elas, porque podiam ser podadas, enxertadas e transplantadas sem perder nenhuma propriedade e tendo a mesma capacidade de geração de eletricidade, luz e calor do que as plantas originais. Para evitarem a sua carga  elétrica, na viagem de regresso, foram apanhadas unicamente   plantas recém-nascidas e pequenos rebentos.


As rosas de Admete tinham completado a fase de criar esporos apenas dois anos terrestres antes da chegada dos humanos e não o voltariam a fazer até dentro de 31 anos.


O que os cientistas não sabiam era se as plantas continuariam criando esporos noutros planetas longe do seu planeta natal, mas os códigos genéticos da planta apontavam nessa direção. Era como se o tivessem gravado a lume no cérebro.


Ao chegarem à Terra seguiu-se um estrito protocolo biológico. Noutros casos, exigia-se uma quarentena preventiva, mas neste caso ordenou-se realizar uma quarentena muito mais longa, de quase um ano terrestre. As rosas estudaram-se  até o último aspeto. Mesmo se analisaram os esporos apanhados pelas sondas e qualquer elemento significativo daquelas plantas extraterrestres. Houve biólogos que solicitaram que não fossem introduzidas na Terra, temendo o impacto que poderiam causar. Mas as suas qualidades pareciam superar com muito as possíveis implicações de tipo ecológico para o ecossistema terrestre. Passado um ano desde o regresso da Halle, a quarentena preventiva foi levantada, e milhões de pessoas se lançaram a comprar as famosas rosas de Admete para comprovarem aquelas incríveis qualidades.


Durante anos as rosas de Admete foram as plantas mais populares e famosas desta pequena parte do galáxia explorada pelos humanos, no braço de Órion. Para muitas pessoas eram como os animais de estimação, mas em planta. Os viveiros terrestres aproveitaram uma capacidade das rosas de Admete:  Ao chegarem à Terra descobriu-se que este era para elas o planeta ideal. Sem a terrível radiação da sua estrela e num planeta com tanto oxigénio, as rosas de Admete espalharam-se alegremente pelo mundo. Nos antigos desertos cálidos, como o Saara, as rosas de Admete cobriram as dunas e os lugares mais inóspitos de um maravilhoso jardim edénico. Também conseguiram adaptar-se a desertos frios, como o do Gobi, à tundra e à taiga de Canadá ou da Sibéria e conviviam sem problemas com as plantas das poucas florestas amazónicas que sobreviveram. As rosas adaptaram-se especialmente a Marte e foram cultivadas a milhares para terraformar o planeta. Conseguiram em vinte anos o que poderia ter levado milénios. Muitos pensavam que aquelas rosas iam conseguir colonizar para a raça humana o universo conhecido.


Apenas foram proibidas nos assentamentos humanos onde não havia atmosfera, devido a que em espaços fechados e sem atmosfera a sua atividade elétrica criava curtos--circuitos e problemas nas redes de informação, pelo quena Lua e nas pequenas colónias das luas de Júpiter e de Saturno não eram permitidas. No espaço vazio, infelizmente, as rosas de Admete tampouco podem viver, já que as rosas de Admete precisam oxigénio ou anidrido carbónico para prosperar, mas nunca no vazio ou numa temperatura demasiado elevada ou demasiado fria, já que tinham a mesma tolerância à temperatura que os seres humanos.


Quando me transladei à Lua por causa do meu trabalho, tive que deixar na Terra a média dúzia de rosas de Admete que criara como bonsais. Que saudade tinha delas, com aquele jogo constante de cores. Ali não tinha que pagar a eletricidade, porque as rosas me facilitavam grátis toda a que precisava, mas aqui na Lua temos que utilizar custosos sistemas para conseguir que as pequenas colônias humanas logrem sobreviver.


Em quase trinta anos a simbiose perfeita entre os humanos e as rosas de Admete fora total, prolífica e maravilhosa. Tínhamos luz, eletricidade e calor em todos os mundos habitados por humanos e em cada um deles as rosas de Admete estavam emitindo oxigénio à atmosfera, para tornar esses mundos em lugares perfeitamente habitáveis para os humanos. Em Dóris, por exemplo, os humanos já podiam viver sem fatos espaciais, num mundo aquoso, com um 26% de massa continental, respirando a pleno pulmão e com um clima temperado, como numa segunda Terra. Mais de 50 milhões de pessoas tinham viajado ou estavam a dirigir-se àquela colónia humana no espaço. Em Dóris tínhamos encontrado a nova Terra ideal.


Os humanos íamos assistir agora ao processo de criação de esporos daquelas flores. Na Terra chegou a pensar-se em reduzir a sua enorme população, porque se cria que aqueles esporos (que as flores lançavam à atmosfera do seu planeta natal para conquistar novo espaço vital) iam espalhar centos de milhões de exemplares pelo mundo, sem que a inócua radiação do nosso sol as pudesse ameaçar em absoluto. O bom era que a rosa de Admete podia eliminar-se com enorme facilidade. Se as queimavas, morriam. Assim de fácil.


Em Marte, porém, e nos outros planetas colonizados, pensou-se que seria um momento extraordinário, porque haveria uma enorme floração e uma terraformação em massa daqueles planetas que estávamos a colonizar.


Segundo a informação das sondas, o dia em que as rosas de Admete lançariam os seus esporos ao vento calhava no dia dois de abril, pelo calendário terrestre. Eu, que nasci em 28 de março, celebrarei o meu aniversário na Lua, atento àquele processo maravilhoso. De toda a população humana, menos de 1% vive em lugares onde as rosas de Admete não podiam sobreviver e de onde foram eliminadas pelas implicações elétricas que ocasionam em lugares sem atmosfera.


No dia 2 de abril, às doze e três minutos da manhã, pelo horário terrestre de Greenwich, começou o espetáculo e, ao mesmo tempo, como se tivessem um relógio universal, em todos os lugares onde aquelas flores viviam, dentro das casas, nas florestas da Terra, em Marte, na formosa Dóris, na brumosa Clítia, na montanhosa Métis, na aquosa Tique, na cálida Polidora, na fria Thoe, na frondosa Galaxaura e assim nos 31 planetas colonizados até ao momento pelos humanos. Muitas pessoas saíram à rua na Terra para observar aquilo. Apanharam os formosos esporos multicolores e os guardaram nas algibeiras, em sacas de plástico, em caixinhas ou nas mãos. O céu encheu-se de pontinhos de luz e na zona escura da Terra, onde era de noite, o espetáculo foi tão formoso que milhões de pessoas se emocionaram ao vê-lo. Milhares choraram de emoção. Os esporos, também agora e em toda a parte, criaram uma toxina antirradiação, espalhando-a para proteger-se (como se ainda estivessem no difícil ambiente do seu planeta natal) e começaram a espalhá-la exatamente um par de minutos depois da floração. Parecia lógico.


Uns minutos depois da floração dos esporos, quando as toxinas alcançaram a superfície, morreu a primeira pessoa. Foi uma menina de três anos, chamada Mary Brown, na superfície do planeta Dóris. Na Terra, a primeira pessoa que morreu foi um homem de sessenta anos, John Clarke e em Marte uma pessoa chamada Vicente Rodríguez, de uns quarenta e quatro anos. Que estava a acontecer?


Nos seguintes cinco minutos começaram a morrer pessoas aos milhares, depois aos milhões. Nas zonas da Terra onde era de noite, os mesmos que se emocionavam ao ver as inúmeras luzes dos esporos, caíam agora, ainda a sorrir. Era terrível, inaudito, aterrador...


Os esporos das rosas de Admete eram mortais para os humanos. Um milhão de vezes piores que a peste bubónica ou que a varíola. Um milhão de vezes mais velozes... Um simples segundo de contacto com elas ou de respirar as toxinas que estavam a espalhar (curiosamente para proteger-se da radiação de uma estrela longínqua) supunha a morte quase instantânea. No planeta Terra morreram onze mil milhões de pessoas em menos de cinco minutos. Só se salvaram algumas pessoas pelo maior dos acasos. Uns quantos mergulhadores, as pessoas que naquele preciso momento estavam a viajar em aerojet (onde as rosas de Admete tampouco se permitiam), os militares que estavam de prática nos submarinos e umas cem mil pessoas que viviam em apartamentos aquáticos ou cidades submarinas (que evitavam ter aquelas plantas). Nesses cinco minutos aterradores morreu os 98% da raça humana. Tinha chegado o Armaggedon para nós, mas começara naquele dia fatal em que a primeira rosa de Admete tinha chegado à Terra.


O curioso foi que alguns mergulhadores, apenas dez minutos depois de que tivesse morto a primeira pessoa, subiram à  superfície e ao tirarem os escafandros respiraram sem problema. Como se nada tivesse acontecido. A toxina deixara de ter efeito. Era inócua. Se descêssemos à Terra agora, não haveria problema (bom, apenas os biliões de cadáveres por enterrar).E isso será assim até dentro de 33 anos. Apenas foram cinco  minutos de floração. Apenas cinco minutos e acabaram com vinte e oito mil milhões de seres humanos!


Que faremos os sobreviventes? Não o sei. É tão aterrador que nem me ocorre. Perdi tudo, a  minha mulher, os filhos, a família, os amigos... Mas pensando-o melhor, sei sim o que vou fazer. Esta pastilha vai conseguir que me livre desta dor insuportável. Apenas um minuto e eu também com partilharei o destino da nossa raça. Não posso suportá-lo  mais um segundo. Malditas rosas de Admete...

 

 

Sobre o autor:


Ângelo Brea (Santiago de Compostela, 1968) realizou estudos de Filologia Hispânica na Universidade de Santiago de Compostela e de Filologia Galego-Portuguesa na Universidade da Corunha. Foi secretário das Irmandades da Fala da Galiza e Portugal e coordenou vários congressos internacionais sobre literaturas lusófonos e língua portuguesa. Na atualidade é membro da Academia Galega da Língua Portuguesa e professor titular de Língua e Literatura Galega no IES Terra de Soneira (Vimianço).


Como escritor, é autor do Livro do Caminho (1989) e está presente em várias antologias, como Mátria da Palavra e a Antologia da Poesia Lusófona. Publicou em 2005 O país dos nevoeiros, na editorial Espiral Maior. É autor da edição portuguesa de Cantares Galegos, de Rosalia de Castro; e de Queixumes dos Pinhos, de Eduardo Pondal.

 
Autor: Ângelo Brea

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