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Contos de Terror
A Dama do Rio PDF Imprimir E-mail
(4 votos, média de 4.50 em 5)
Escrito por Flávio de Souza   
Dom, 09 de Dezembro de 2012 00:00

 

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      O casco da embarcação elevava-se no ar e caía com violência sobre as águas escuras do rio. A tempestade pegara a todos de surpresa, em apenas alguns minutos o nível das águas havia subido como há muito não era visto em toda a região. Os pescadores agarravam-se como podiam nas cordas e ganchos fincados na madeira envelhecida que revestia toda a nave. Àquela altura já suscitavam dúvidas se haveria mais água vinda do céu, correndo pelo leito, ou dentro do próprio barco. Embora não houvesse qualquer vestígio de rochas naquele percurso, um choque violento e repentino atingiu a parte inferior da embarcação despedaçando por completo toda a sua estrutura. No exato instante em que via os companheiros voando pelos ares, o comandante pôde notar um estranho brilho submerso refletido pelos lampiões que caíam na água.

 

   

 
A Morte Está à Espreita PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Suelen Marinho   
Dom, 23 de Outubro de 2011 17:46

A Morte Está à Espreita

 

 

Eu tinha acabado de me mudar para uma cidadezinha, no interior. Cidade pacata, silenciosa, podia-se ouvir o galo cantando. Era tudo de que eu precisava naquele momento. Um pouco de paz para um coração atribulado. Consegui um emprego no hospital da cidade, turno da noite. Tudo ia bem. Finalmente as coisas estavam saindo como eu queria. Todas as noites eu voltava do trabalho, ia para casa, comia alguma coisa, tomava um banho revigorante e ia para cama dormir o sono dos justos. Mas, foi numa dessas noites que meu calvário começou.

 

 

 
Vagando pelos Campos Devastados PDF Imprimir E-mail
(7 votos, média de 4.29 em 5)
Escrito por Paulo Soriano   
Sáb, 28 de Maio de 2011 14:44

Andando Pelos Campos Devastados

 

Vagar pelos campos devastados pela fome, esmolando aqui e  furtando acolá, é tudo o que me resta. Houve um tempo em que me eram  bem-vindas a sedução e a   beleza quase asfixiantes dos vales lindeiros ao Minho. Hoje, já não me comovem os meandros do belo rio. Como sempre, ele cumpre,  pachorrentamente, a sua sina, quase silencioso e sempre  muito mais  traiçoeiro que profundo. Mas ainda me  banho   em suas borbulhas e  afogo a minha sede na frescura de  suas águas.

 

 
Vila dos Andrajos PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Paulo Soriano   
Seg, 02 de Maio de 2011 00:11
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Numa época em que a Igreja Católica era tão forte quanto o estado, uma eminente autoridade eclesiástica recebe uma revelação: a besta, o demônio, tomou corpo na figura de uma criança. Por isso, Nuno Joanes, um inquisidor fervoroso e implacável, juntamente com o seu séquito igualmente sanguinário, é enviado para extirpar o mal sobre a terra.
 
A Casa das Sombras Nefastas PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Paulo Soriano   
Dom, 10 de Abril de 2011 00:00
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– Não são poucos os que me julgam morto – disse-me Von Paulus. – Há trinta anos que vivo recluso nesta vivenda, de insípida arquitetura, onde não há, em cômodo algum, uma nesga de lume sequer. Ao chegar, o senhor deve ter percebido, ao longe, que as janelas estão todas fechadas. Sim! Elas são maciças, do ébano mais denso e retinto que a natureza pode proporcionar, e não comportam vitrais. Elas jamais se abrem e os ferrolhos são todos soldados por dentro. O senhor não pode ver, mas as cortinas, sob as quais as janelas se escondem, são todas de um veludo negro e espesso.

 
 
Aniversário duma Antiga Morte PDF Imprimir E-mail
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Escrito por José Manuel Nunes Vilar   
Seg, 22 de Novembro de 2010 00:00

Aniversário duma Antiga Morte

 

  

Aquela manhã era especialmente fria e embriagada com um intenso nevoeiro. Na estação de comboios sozinho estava eu aguardando pelo bombim do inglês, quem se retrasava quinze minutos marcados por aquelas espartanas agulhas do relógio pendurado ao caminho de ferro. Aguardava, aguardava já quase impaciente, agarimando com as gemas dos dedos o tambor do meu revólver que jazia em potência de morte no bolso da gabardina.

 

 


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