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A sapateira

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Escrito por Arthur Mendonça   
Qua, 06 de Agosto de 2014 00:00

 

 

A sapateira

 

A sapateira

 


Num prédio localizado na zona sul da capital paulista, algumas crianças, moradores e convidados, aproximadamente num grupo de cinco, sempre se reuniam para correr e brincar pelo edifício. Até que em um dia, em uma dessas aventuras, resolveram passar do “limite de segurança” que no prédio seria um quartinho acima do último andar. Chegando lá, perceberam que a maçaneta era quebrada, emperrada e só abria pelo lado de fora. Ao entrar notaram que no local havia, além de uma sapateira velha, diversos pedaços de vidro espalhados pelos cantos, duas janelas de aparência hostil, vários canos que faziam muito barulho e uma lâmpada velha que mal acendia.


A primeira coisa que fizeram, num ato de impulso, foi verificar o que tinha dentro da sapateira. Ao abri-la, notou-se que dentro havia uma espécie de criatura pequena, encolhida na escuridão, de olhos brilhantes. Ao ver a criatura, todos correram muito em direção ao térreo, muito assustados e chocados com o que acabaram de presenciar, porque ninguém soube explicar e identificar o que era aquilo.


Nisso eram duas da tarde. Alguns achavam que se tratava de um rato, outros de um gato, mas ninguém sabia ao certo. Após muitas discussões, e passadas algumas horas, a curiosidade das crianças foi maior que a razão. Eram oito horas da noite quando decidiram voltar ao tal quartinho.


Quanto mais se aproximavam, mais o medo e a insegurança os tomava. E quando chegaram lá, abriram a porta, que fazia um ruído enorme, e perceberam que a luz estava acesa e a sapateira, que foi deixada aberta, estava fechada. Então uma criança, escolhida pelas outras, tomou coragem e abriu a sapateira. Estava vazia. Tiveram a certeza de que alguém, ou algo, estivera ali. Perplexos, desceram alguns degraus e sentaram-se na escada, entre o último e o penúltimo andar do edifício. Após alguns minutos de conversa, algo os chamou a atenção; era um barulho, um ruído, vindo de cima, que inicialmente acharam que era o tic-tac de um relógio. Ficaram imóveis e em silêncio, para poder distinguir que som era aquele, e então a luz da escadaria, que acendia por meio de um sensor, apagou. A cada segundo o som era mais nítido e o ruído aumentava. Ficaram convencidos de que não era um relógio e sim passos, que pareciam estar descendo as escadas, provavelmente, vindos do próprio quartinho.


A intensidade dos passos aumentava e ao chegar ao seu máximo, pararam. Um silêncio súbito tomou conta do lugar. Todos estavam apreensivos e com muito medo, e então, num instante, uma pancada foi dada na porta do andar inferior. Foi como se aquilo que estava descendo as escadas tivesse passado por eles e batido naquela porta. O medo tomou conta do lugar e todos, sem exceção, saíram correndo, descendo os degraus até o térreo.



Ao chegar lá, ninguém conseguia falar, o pânico estava instaurado. Os amigos foram embora e os moradores foram para suas casas. O que era aquela criatura? Quem estivera no quartinho? De quem eram aqueles passos? Em outras ocasiões, voltaram até o quartinho, mas nem a sapateira nem nenhum rastro daquela criatura estava lá. Não aconteceu mais nada de estranho no lugar.


Hoje em dia, a história é comentada como uma brincadeira, porém só que estava lá sabe o que realmente aconteceu.


 
Autor: Arthur Mendonça

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