A boneca assassina | CONTOS DE TERROR
Você está aqui: Home > Contos de Terror > A boneca assassina

A boneca assassina

PDF Imprimir E-mail
(54 votos, média de 4.11 em 5)
Escrito por Paulo Valença   
Qua, 15 de Julho de 2015 00:00

Boneca assassina

 

A BONECA ASSASSINA

Por Paulo Valença

 

1


Com o feriado no final da semana, os veículos diminuem, facilitando-lhe o carro na Avenida Canuto de Melo, em Olinda.


As calçadas laterais com um ou outro pedestre. A adolescente de short, esguia, de cabelos estirados, longos, negros, movendo-se adiante, na graça natural da idade.


Solitária. Que destino a espera? Como saber?


Sorri, julgando-se desatualizado com os dias modernos... Mas, como fugir ao que é assim em seu íntimo?


Dirige. E... O rosto moreno à luz do poste a esquina, se volta, num interesse profissional, de uma promessa amorosa?


Então, de repente decidido, estaciona o carro e, descendo o vidro a espera.


Ela mantendo o sorriso de covinhas nas faces, se avizinha.


- Vai pra aonde Boneca?


Aí a voz sensual, do pecado de logo mais, lhe responde:


- O Bonitão é quem decide...


A mão direita abre a porta e a jovem entra no carro, que macio, parte em velocidade.


- A Boneca vem sempre por aqui?


Com a atenção ao vidro sobre a direção, ela torna a falar:


- Não. Só quando me dá na veneta!


A risada de ambos, num entendimento da luxúria, e o carro avança, ao controle das mãos grandes, que tremem, pela emoção que domina o homem à direção.


2


O carro estacionado, próximo a Mata do Caboclo, em Jaboatão.


O corpo de bruços, cabeça sobre a direção. Os olhos parados, como testemunhas da última perplexidade.


Os dois furinhos paralelo ao lado esquerdo do pescoço...


- Tenente, essas marcas aqui no pescoço. Parece que o Cara foi atacado por um animal!


O superior se aproxima e, com a atenção às marcas, já arroxeadas do morto, então, fala:


- É, como se a vítima tivesse sido atacada por um animal.


A pausa e, a voz do tenente prático, decidido:


- Após o laudo, a gente chega a uma conclusão.


- Espero, Chefe. Espero.


3


O homem que dirige o carro, na madrugada de pouco movimento, devido ao feriado, avista a figura morena, de short, esguia, de cabelos estirados longos, negros caminhando na calçada à esquerda. E, fascinado ante a cena que lhe desperta o desejo... Aproximando-se, estaciona o veículo. Esperando-a.


- Vai para a cidade?


- Vou. O Bonitão pode me levar?


- Mas é claro!


Então, inocente do que o aguarda, abre a porta do carro.


Mantendo o sorriso de covinhas nas faces morenas, ela adentra no carro, que parte em velocidade.


Sim, e tudo se repete, com mais um corpo encontrado, tendo os furinhos paralelos ao lado esquerdos do pescoço, como sinal da morte, que prossegue.



Ilustração: Diego Santos

 
Autor: Paulo Valença

Leia outros artigos deste autor

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar

 

PageRank

Pesquisa de informações

Leitores Online

 

Área de Autenticação








Após o cadastro, acesse seu e-mail e siga as instruções.
Copyright © 2019 CONTOS DE TERROR. Todos os direitos reservados.
Joomla! é um Software Livre com licença GNU/GPL v2.0.