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Talarico, o Lobisomem de Anchieta

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Escrito por Dr. Hororis Causa   
Qua, 12 de Julho de 2017 00:00

Talaric, lobisomem

 

 

TALARICO, O LOBISOMEM DE ANCHIETA

Por Dr. Horroris Causa



É tarde da noite, de uma noite de lua cheia e após responderem a uma chamada no Morro de Anchieta, no subúrbio do Rio de Janeiro, policiais militares e agentes da polícia civil próximos a área de mata daquela comunidade, isolam um local onde três cadáveres esquartejados foram deixados. Seriam as mais novas vítimas da guerra pelo controle do tráfico de drogas local. Muitos moradores curiosos e ao mesmo tempo assustados, evitam falar qualquer coisa e saem do local quando alguns agentes se aproximam para perguntar. E de repente, uma moita começa a se mexer. Um dos PMs nota e vai com sua lanterna ver o que é. Mas seja lá quem ou ‘o que’ fosse, se evadiu para a mata quando o militar se aproximou.


E o dia mal amanhece e mais uma vez lá está Talarico, praticamente ‘abrindo’ aquele boteco. Talarico, um beberrão desocupado, era recém- chegado à comunidade, vindo do interior de Minas Gerais com sua velha mãe, Dona Dinorá, mãe de sete filhos, todos homens. Seu Augusto já não aguenta mais a bebedeira e os ‘fiados’ daquele pobre diabo. Vivia lhe dando broncas, mas o simplório e completamente tomado pelo vício, Talarico, ignorava tudo isso.


Mas este logo acaba escorraçado e saindo dali carregado por mais dois frequentadores daquele ‘pé sujo’. E já seguindo só, por aqueles becos e vielas daquela íngreme localidade, ele acaba sendo parado pelo pastor Milton, o líder da única igreja do local, uma das filiais ou ‘franquias’ da ‘Assembléia do Senhor’. O religioso se mostra penalizado e tenta aconselhar aquele distante e entorpecido beberrão. Mas o mesmo parecia não ouvi-lo e vendo que não podia fazer muito por aquela pobre alma, pastor Milton compadecido, o abençoa e o deixa seguir o seu caminho.


E ‘trocando as pernas’, Talarico segue com sua caminhada errante até que mais adiante, ele sem querer esbarra num traficante de vulgo Lagostim. Este não era como se diz nas comunidades, ‘cria’ do local, pois junto com o seu bonde, vindo da favela da Maré, ele havia invadido há pouco tempo aquela comunidade e ali se instalou. E com isso, ele não conhecia Talarico que mesmo esbarrando sem querer nele, acaba sendo agredido e ameaçado pelo marginal com o apoio de seus dois comparsas.


Caído no chão após o empurrão que levou do bandido, o confuso Talarico com a visão embaçada se vê diante de ‘seis’ pistolas apontadas para a sua cara. Os bandidos eram só três, mas a tonteira de Talarico os multiplicou em sua embriagada visão.


Só por causa de um esbarrão, Talarico seria fuzilado pelos marginais, quando surge Mericheley de Souza. Uma ‘novinha’, vizinha e conhecida de Talarico que retornava de um baile funk que virou a noite e que ao ver aquele pobre bêbado em perigo, em consideração ao mesmo e sua família, interviu por ele, conseguindo convencer aqueles ‘marrentos’ meliantes a não matarem aquele pobre diabo.


E ao sair dali sob os deboches daqueles marginais, a pequena Mericheley com muita dificuldade, apóia aquele homem de mais de 40 anos, alto e forte em seus ombros e o leva para a sua casa. Algum tempo passa e após análises feitas, a polícia técnica ou os peritos, constatam algo estranho nos cortes e na forma como aqueles corpos foram retalhados. Eles se espantam, mas concluem que aquilo parecia ter sido feito por algum tipo de animal.


A coisa chega a vir à tona na mídia e também haviam alguns rumores de alguns moradores mais histéricos, sobre rosnados e pavorosos uivos, além de vultos de uma criatura semelhante a um ‘grande cachorro’ avistado na área de mata ou transitando entre os becos da favela. E o que intrigava mais ainda era a estranha coincidência de os ataques serem todos em noites de lua cheia. Mas os experientes e sensatos especialistas e as sérias autoridades, preferiam acreditar que foi algum ‘cão vadio’ ou algum tipo de roedor que pode ter mexido naqueles corpos após os mesmos serem esquartejados.


Tudo se tratava de uma ‘disputa por pontos de venda de drogas’ e nada mais do que isso, segundo as autoridades. E eis que mais uma vítima do ‘misterioso esquartejador’ aparece, mas dessa vez num outro ponto do morro. A polícia, a mídia e curiosos, todos horrorizados e intrigados, estão em volta do que sobrou de um viciado do local. Até que próximo dali, numa sarjeta, Talarico, alheio a tudo aquilo, se mantém caído desacordado. Alguns policiais vão até o mesmo que se encontrava todo sujo e mal-ajambrado.


Estes agentes até pensam em fazer algumas perguntas para o grogue Talarico, mas uma moradora, uma senhora crente frequentadora da igreja local, os desencoraja dizendo que Talarico não passava de uma pobre alma que vivia jogada pelos cantos. E ouvindo isso os policiais frustrados, pedem para que alguém o retirasse dali.


A polícia logo resolve ocupar o local para reprimir o tráfico e parar com a guerra que estaria supostamente criando aqueles macabros cenários de morte naquela comunidade. Muitos são os tiroteios e algumas prisões nos dias que se seguiram e quando a polícia se afastava, mais uma vez apareciam pessoas esquartejadas.


E estranhamente, próximo as cenas dos esquartejamentos, Talarico sempre está caído desacordado e com isso logo os populares que tomados pelo medo já acreditavam que aquilo era obra de um lobisomem, também já achavam que Talarico era o próprio.


A lenda repercutiu e todos naquele morro começaram a temer ou hostilizar aquele pobre beberrão que era sempre defendido pela linda moreninha Mericheley. A polícia até então não dava crédito para o que eles tinham como ‘histeria coletiva’ daqueles pobres moradores daquele local. Até que uma dupla de policiais tidos como da ‘banda podre’ da instituição, foi gravemente ferida durante uma suposta operação no morro. E nisso uma equipe formada pelos colegas ou ‘cúmplices’ desses ‘bandidos fardados’, resolveu subir a comunidade para apurar tais rumores e estes, descrentes ou nem tanto, vão até a casa da família de Talarico.


Os PMs demonstrando um típico desprezo habitual que muitas autoridades nutrem por aqueles menos favorecidos, quase arrombam a porta daquele casebre. Eles reviram tudo sob as ordens de um truculento sargento, comandante da operação enquanto alguns dos irmãos de Talarico almoçavam ou se mantinham próximos da velha mãe. Todos estão assustados e sem entender aquela varredura que era feita no barraco.


Os irmãos de Talarico que almoçavam estranhamente o faziam com ‘talheres’ de plástico. Não havia nada de prata ou que lembrasse ‘prata’ naquela humilde residência. Os policiais estranham, mas como sabem que aquelas pessoas se tratavam de gente muito humilde, não ligam e seguem com a procura. O truculento ‘comandante’ vai até Dona Dinorá que se mantinha sentada e quieta a todo o tempo e pergunta por Talarico. Dona Dinorá era curiosamente quieta, uma figura misteriosa, talvez por ser vitimada por alguma doença degenerativa ou por ser assim mesmo. O policial se irrita com o silêncio daquela cabocla velha e nisso, um dos irmãos de Talarico responde por ela, mandando os PMs irem até a algum bar próximo ou qualquer beco onde o irmão poderia estar caído.


E ouvindo isso, o comandante ordena a retirada e segue pelos becos daquela favela afora. Eles procuraram por todo o morro e não encontraram Talarico. Já havia anoitecido e só restava a área de mata para os PMs vasculharem. E lá foram eles. E apreensivos com seus fuzis e lanternas, para eles qualquer mato ou arbusto que se movia era motivo de alerta. Um deles ao passar por carcaças(frescas) de animais como galinhas e outros bichos que encontra pela assustadora trilha, temeroso sugere ao comandante que a guarnição retornasse num outro dia para fazer as buscas, mas em sua arrogância e prepotência, aquele oficial superior, ignora e manda seguir com a busca.


É quando é ouvido um pavoroso uivo. Todos com exceção do Sargento já começam a ‘tremer’ enquanto este diz aos deboches que só se trata de um cachorro no cio.


De repente do nada, eles são surpreendidos por um grande vulto de olhos vermelhos que com muita fúria começa a ‘destrinchar’ toda a guarnição. Tiros para o nada são inutilmente disparados enquanto membros, cabeças, braços, pernas e órgãos internos são vorazmente arrancados por presas ou garras de seja lá quem ou ‘o que’ estaria os atacando naquela penumbra. A chacina dos policias repercutiu bastante e agora o mistério do suposto lobisomem de Anchieta tomava não só a favela, mas toda a mídia.


Mas os traficantes do local não estavam nem aí e para comemorar a morte dos PMs ou como eles mesmos diziam, ‘vermes’, eles resolveram dar um baile de comemoração naquele morro. Um baile regado a muita droga, traficância e ‘pegação’ ao som de montagens de músicas de funk feitas com clássicos infantis como ‘Chapéuzinho Vermelho’ e ‘Os Três Porquinhos’ em alusão ou deboche da situação que o morro enfrentava. O baile seguia noite afora até que num dado momento a música é interrompida por alguma coisa que arranca os cabos de energia. A música para e a escuridão toma o local e nisso no meio daquele alvoroço formado por jovens assustados ou indignados e traficantes que até tiros para alto dão em protesto a interrupção da ‘orgia’, eis que surge mais uma vez o misterioso vulto de olhos vermelhos que com sua sanha, ataca quem vê pela frente.


Muitos conseguem fugir, mas alguns infelizes sãos pegos e estraçalhados pela fome assassina da misteriosa criatura. Lagostim o líder do tráfico local acaba morto nesse ataque e muitos são os feridos e pouco, muito pouco restou dos que foram massacrados naquele ‘barracão’.
O tráfico resolve se entocar desde aquele dia. Todos na comunidade impõem toque de recolher ‘neles mesmos’, com medo da misteriosa besta que sitiava o local. Mericheley que escapou da chacina do baile por não estar disposta para ir ao mesmo naquele dia, também está assustada e se preocupa com Talarico que há muito tempo não era visto no morro e que estava levando a culpa por todos aqueles incidentes.


Ela voltava de seu trabalho já tarde da noite, totalmente alheia ao perigo, quando num dos becos, ela é cercada por dois traficantezinhos sobreviventes do massacre do baile. E estes revoltados com a perda de seu líder (Lagostim), morto com o resto do bando no massacre do baile, são ameaçadores com suas pistolas e um deles com a arma mexe no cabelo e no corpo da assustada menina, debochando de sua condição de defensora de Talarico ou ‘amante de lobisomem’, como eles mesmos diziam. Até que eles resolvem estuprá-la como ‘lição’. A sainha jeans que a mesma usava é levantada quase ‘até o pescoço’, a calcinha arrancada de uma só vez e quando, os jovens facínoras já iam colocando os seus membros para fora, um imenso vulto a rosnar aparece por trás deles e para desespero de todos.
Estes, mesmo assustados, atiram contra a misteriosa criatura da qual só se podiam ver os olhos vermelhos brilharem e com um só movimento, a terrível fera simplesmente capa os dois que estavam com seus membros para fora e caem aos berros no chão onde ficam a sangrar (em bicas) até morrerem.


Mericheley em choque se mantém agachada num canto. A criatura se aproxima da mesma e incrivelmente de forma bem terna, acaricia a face da adolescente e some na escuridão daqueles becos, em seguida.


Pastor Milton está em reunião com fiéis de sua igreja dentre os quais, algumas beatas que perderam filhos naquele baile. Eles estão dispostos a acabar com aquilo que segundo o próprio pastor seria a ‘besta’ solta pela comunidade. Ele aproveita também para conclamar e pregar dizendo que aquilo era obra das ‘corrupções’ e outras abominações que assolavam aquele morro e que com o poder da fé e da união, eles poderiam expulsar a tal besta daquele local. E aquela ‘cruzada’ contra o lobisomem ou a ‘besta do Morro Anchieta’, segue noite afora, a procura de Talarico que seria o ‘alter ego’ da famigerada criatura.


Daquela cruzada ou grupo de linchamento, além de alguns moradores, estava todo o ministério da Assembléia do Senhor, suas beatas e alguns dos poucos traficantes do ‘bonde de Lagostim’ que sobreviveram ao massacre do baile. Mericheley ao ouvir o alvoroço que aquela multidão fazia ao passar pelos becos vai até a janela para ver. E apreensiva, ela ao imaginar o que aqueles fanáticos e desesperados pretendiam fazer com aquele pobre diabo, corre para tentar impedi-los. Ela para na frente daquela marcha e tenta aos berros convencê-los de que tudo poderia ser um engano. A marcha liderada por uma ‘louca beata’ que havia perdido o filho (envolvido com o tráfico) no massacre, para e esta ao discutir com Mericheley, apoiada pela histérica multidão sedenta por ‘justiça’ e sangue, acaba prevalecendo no embate. Mericheley ainda apela para o pastor, mas o mesmo se mostra totalmente omisso e também levado pela sanha daquela beata e a multidão que a apoiava. A marcha, passa por Mericheley que ainda apela, mas é ignorada e deixada para atrás caída no chão.


E nisso mais a frente eles chegam à casa da família de Talarico. Lá eles são atendidos por um de seus irmãos, dos cinco que ali se encontravam e ao lado do pastor, aquela enlouquecida beata pergunta por Talarico. E o jovem diz que não sabe do paradeiro do mesmo. E todos já estão com os ânimos bem exaltados, apoiados pelo pastor e pela beata, não querem saber de conversa e invadem o casebre, revirando e quebrando tudo, para desespero de quase toda aquela família.


Digo quase toda por que Dona Dinorá estranhamente a todo tempo se mostrava calada e impassível como de costume, mesmo diante daquela turba que quebrava tudo o que viam naquele barraco.


E vendo a fúria daquela multidão, os irmãos de Talarico resolvem sair com a mãe dali enquanto aqueles loucos ‘justiceiros’ colocavam fogo em seu barraco. Mericheley ainda aparece, mas chega tarde demais e não contém as lágrimas diante das grandes labaredas que consumiam aquele casebre. É quando a mesma vê Talarico, ela tenta alertá-lo, mas é tarde demais, um dos traficantes também o vê e grita dando tiros de pistola para o alto enquanto junto com a multidão, corre atrás do homem que tenta fugir, mas acaba encurralado, pego pela população e levado até a área de mata que ficava no alto do morro. Lá ele é espancado e cuspido pela multidão histérica que ignorava os apelos de Mericheley e os irmãos do homem que eram contidos sob mira de pistolas por dois dos quatro traficantes presentes. Ela aos prantos, ainda grita e se indigna com pastor Milton pelo mesmo permitir aquela crueldade, mas este quase em transe se mantém concentrado ou indiferente em suas orações abraçado a sua Bíblia.


Uma única lágrima cai de um dos olhos da ‘apática’ Dona Dinorá que presencia inerte o que fazem com o seu filho. E quando todos já cansados de bater com todas as forças e com o que tinham em suas mãos naquele pobre homem, é chegada a hora de finalizar o que começaram. Nisso um ‘pelotão de fuzilamento’ formado pelos traficantes sobreviventes do massacre do baile, se aproximam com suas pistolas, as engatilham e quando se preparam para atirar, um uivo funesto é ouvido, chamando a atenção de todos.


Todos se intrigam e se assustam e quando aquela multidão ameaçava a se dispersar, todos são encurralados pelo verdadeiro lobisomem. Uma criatura pavorosa, antropomorfa, metade homem, cão raivoso, demônio e de aproximadamente mais de dois metros de altura. Seus olhos vermelhos brilhavam de raiva e sua boca salivava torrencialmente de sede de sangue. E todos começaram a ser impiedosamente estraçalhados por aquelas presas e garras. Quem conseguia fugir, escapava sem algum pedaço do braço ou mesmo sem ele e dos que ficavam, só a carcaça restava espalhada por toda a mata.


Os traficantes descarregavam inutilmente suas pistolas no licantropo que com um só movimento degolou os quatro. Nem as beatas da Assembléia do Senhor foram poupadas. Suas longas saias jeans eram arrancadas com se fossem de papel. Pastor Milton ainda tenta com sua autoridade de pregador ‘repreender’ aquela criatura que ele tinha como o demônio, mas a mesma o ignora completamente e antes de destrinchar aquele religioso, ela rasga com suas presas toda a sua Bíblia.


Os únicos que sobrevivem são Mericheley e a família do já quase morto Talarico. E diante daquele monturo formado por membros e entranhas dilacerados que forravam o chão, o pavoroso lobisomem vai em direção aos mesmos e quando se aproxima da chorosa e apavorada Mericheley, a até então silenciosa e enigmática Dona Dinorá resolve falar. E esta que inutilmente afagava o desfalecido Talarico, manda que esse seu outro ‘filho’, pare.


O lobisomem realmente era um dos filhos de Dona Dinorá, mas não o Talarico. E enquanto se apoiando com sua bengala e acompanhada por seus outros filhos, ela alisa a agora calma criatura que se abaixa, por ser do triplo de seu tamanho, ela conta toda a história para Mericheley. Talarico na verdade era o seu sexto filho. O sétimo filho era um jovem aventureiro que havia vindo para a cidade grande e com isso havia sumido. Dona Dinorá então juntou todos os seus filhos e também saiu de Varginha, no interior de Minas Gerais e veio atrás desse filho que era o lobisomem. Ela disse também que há anos atrás quando ouve o incidente de Varginha, que ficou conhecido no mundo inteiro, o suposto ‘E.T’ na verdade era o seu filho lobisomem que chegou a ser capturado pelos militares, mas conseguiu escapar e como tudo a respeito daquele caso foi mantido em sigilo, logo tudo se abafou.


E o dia já vai clareando e a criatura vai se tornando homem novamente, para a surpresa de Mericheley e penalizado com a morte do irmão, o ‘licantropo’ já na figura do tal sétimo filho de Dona Dinorá, pega em seus braços o corpo de Talarico e some mata a dentro. Mericheley volta ainda chorosa para a sua casa e Dona Dinorá e sua família resolvem ir embora do Morro Anchieta, talvez voltando para a terra natal deles ou talvez indo para uma outra comunidade bem perto de você.

 
Autor: Dr. Hororis Causa

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Comentários   

 
#1 andre luiis reis 24-07-2017 07:59
Adorei,otimo conto,prendeu bastante minha atenção......
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