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O Sétimo Filho de Dona Dinorá

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Escrito por Dr. Hororis Causa   
Sex, 08 de Setembro de 2017 00:00

Estrelinha, o Demônio

 

 

O SÉTIMO FILHO DE DONA DINORÁ

Por Dr. Horroris Causa



Já era bem tarde de uma noite de lua cheia quando aqueles dois caçadores, sendo um de espingarda em punho e outro com uma zagaia, atocaiavam uma ‘suposta onça’ que andava atacando a ‘criação’ da fazendo onde os dois trabalhavam. Esses dois caçadores eram na verdade, ‘agregados’ de ‘Inhô Juarez’, um velho conhecido, respeitado e temido ‘coroné’ daquelas bandas.


Uma pequena cidadezinha ou ‘circunscrição’ do coração das Minas Gerais. Os mosquitos praticamente e literalmente devoravam aqueles dois que debruçados sob aqueles arbustos já quase que desistiam daquela tocaia. E é quando no meio daquela mata, em frente a eles, desponta aquele par de olhos vermelhos e assustadores a fitá-los. Seria finalmente aquela onça? Uma ‘bitela’ como costumam dizer os moradores daquela região diante de algo que fosse tão grande. E a tal onça não se intimidava nem um pouco, e além de emitir o seu ameaçador ‘rosnar’, com passos curtos, a mesma seguia se aproximando de onde aqueles dois se posicionavam. Com seus dedos no gatilho e certa tremura de nervoso ou medo mesmo, o caçador com a espingarda, preocupado em manter o animal na mira, antes de atirar, já estava quase pronto para tal, até notarem que conforme o animal se aproximava, o seu tamanho parecia aumentar ainda mais. E quando o imenso vulto negro daquele bicho já está bem próximo, e os dois se dão conta de que ‘aquela coisa’ era muito grande para ser uma onça… Era tarde demais!


No dia seguinte, todos os agregados e moradores daquela região, inclusive o próprio Inhô Juarez, estão envolta das duas mais novas vítimas ou ‘do que sobrou’ daquelas pobres vítimas do tal terrível ‘felino assassino’. A população e aqueles agregados com suas enxadas e foices nas costas se mantinham perplexos diante de tão aterradora cena. Mas Inhô Juarez como qualquer ‘coroné provinciano’ que se preze, só fazia bravatas, chegando até mesmo a ser caricato ao tirar seu facão do coldre e empunhando o mesmo lançar aos ventos um desafio a tal onça ou ‘o que fosse’ que estava além de acabar com o seu gado e outras criações, também começara a ceifar seus agregados. Aquela bravata era para tal felino, mas também servia para todas aquelas pessoas humildes envolta, que vendo tal ato poderia admirar ou temer ainda mais aquele velho caboclo por sua galhardia diante de fera tão assustadora e cruel.


E após aquele incidente, o tempo passa e é sabido de novas vítimas que são feitas naquelas redondezas. Uma era um sujeito conhecido como Zé da Coroia ou ‘Zé Passarinheiro’, um caçador de aves raras que como braço de uma organização criminosa de tráfico de animais silvestres, este não tinha medo nenhum de se meter na mata atrás de algum espécime que fosse. E a outra vítima encontrada num cafezal, se tratava de um jovem, filho de um outro coroné, compadre de Inhô Juarez. E os ataques como de costume foram dos mais brutais.


Os moradores daquele povoado não acreditavam que aquilo fosse obra de uma simples onça, pois pelo estado das vítimas, tudo levava a crer que o animal deveria ser bem maior. O laudo pericial feito de todas aquelas vítimas pela polícia também concluiu a mesma coisa. E como era época de Quaresma e naquele lugarejo se acreditava que assombrações, demônios e lobisomens estariam soltos em tal época. Todo o povoado já começava a achar que aquilo de fato era obra do tão universalmente folclórico e famigerado licantropo. Um lobisomem estaria vitimando os animais e agora as pessoas daqueles confins.


Era o que Inhô Juarez ouvia quando tomava sua ‘branquinha’ pelos botequinhos de pau-a-pique das redondezas ou conversava com seus feitores ou jagunços enquanto manuseava a sua espingarda para, em mais uma demonstração de valentia, também sair a captura do tal licantropo. E nisso, Dona Dinorá, uma velha empregada recém chegada do Inhô, é chamada por este que manda que a mesma ficasse em alerta sobre tais rumores. Mas Inhô Juarez assim como todos os habitantes daquele povoado e do interior em si, também conhecia as muitas lendas que envolvem o mito do lobisomem. E aquela velha empregada por ser mãe de sete filhos todos homens, se enquadrava perfeitamente na lista de suspeitas que o velho coroné já começava a formar. Ele cinicamente dá todo o alerta e recomendações a Dona Dinorá. Mas assim que essa lhe dá as costas, aos cochichos, aquela ‘raposa velha’ enquanto polia seu rifle manda, Setebóia’, o chefe de seus jagunços ficar de olho nos filhos daquela tabaroa. E com isso a ‘temporada de caça’ ao licantropo se iniciava.


Os mais corajosos jagunços e feitores de Inhô Juarez, e muitas das vezes na companhia deste último, saíam em seus cavalos à procura do monstro noite afora. Mas nada era encontrado. Inhô Juarez desconfiado ou ‘cabreiro’ como de costume, já começava a cismar que a pobre Dona Dinorá estaria ‘avisando’ o seu filho, suposto lobisomem sobre a procura que se dava por sua cabeça. Eram os pensamentos que povoavam aquela cabeça quase ociosa e já paranoica do coroné enquanto este ‘pitava’ o seu cachimbo em sua cadeira de balanço na varanda daquela sua grande casa de fazenda em ‘estilo colonial’.


E foi pensando assim, que na companhia de ‘Setebóia’, o ‘capitão’ de seus jagunços, que Inhô Juarez resolve ir até a humilde casa de Dona Dinorá que ficava num terreno um pouco afastado dali, mas que também pertencia as tantas extensões de terra daquele velho latifundiário. E chegando lá, o coroné se porta como um ‘xerife’ interrogando Dona Dinorá com seus outros filhos presentes enquanto Setebóia revirava algumas coisas à procura de algo que pudesse evidenciar alguma coisa suspeita naquela família. E é quando Setebóia se aproxima de seu patrão com alguns talheres de plástico ao mesmo tempo em que Inhô dá falta do sétimo filho daquela mulher. Aquele dia se tratava de um domingo. E todos os que moravam naquela casa com exceção desse filho, estavam presentes. E por aqueles talheres serem estranhamente de plástico apesar de Inhô doar para aquela família alguns talheres de prata assim que eles chegaram às suas propriedades, já que se é sabido de que lobisomens têm ‘aversão à prata’, além do também curioso fato desse sétimo filho de Dona Dinorá ser tão pouco conhecido pelo Inhô, tudo isso eram as evidências que aquele coroné precisava para concluir que esse sétimo de filho de Dona Dinorá era de fato o lobisomem.


Dona Dinorá ainda reluta com a ajuda de seus outros filhos, dizendo que aqueles talheres de prata ela precisou vender e que o tal sétimo filho havia saído para pescar com um amigo. E ouvindo essas explicações, o coroné mesmo que com uma posição firme, também tinha certa fama de ser ‘generoso’ com os seus agregados. Este também considera a situação daquela pobre tabaroa com os seus tantos jovens filhos, e com isso ele resolve dá-lhes uma chance, mas adverte que precisa ver este sétimo filho que ele nem conhecia direito.


Na noite daquele domingo se soube de um novo ataque daquele licantropo que estranha e curiosamente só atacava animais ou pessoas que tivessem qualquer ligação com a fazenda daquele coroné. E isso foi mais do que a gota d’água para Inhô Juarez que agora estava mais do que decidido em fechar o cerco contra o bicho, ‘apertando’ a sua família. Naquela mesma noite, o tal sétimo filho de Dona Dinorá chegara em casa todo sujo e escoriado. E a mulher junto com os seus filhos, temendo pela vida desse seu caçula, sabendo da sanha do coroné na procura daquela criatura, o manda fugir rápido dali enquanto ela veria o que poderia fazer. Horas depois a frente da casa amanhece cercada por Inhô Juarez e vários de seus jagunços, todos com os seus papo amarelos(rifles) em punho. Dona Dinorá teria que entregar o seu filho. Esta diz que o rapaz ainda não havia chegado e também implora pela vida do mesmo junto com os demais. Esta também não suporta a pressão e acaba entrando em choque. Ficando assim, paralisada e chegando a desfalecer para desespero de seus filhos e surpresa do coroné e seus jagunços. E este não tendo nada contra aquela pobre gente a não ser com o suposto monstro que ali se abrigava, após um rápido e frustrado suspiro, e levemente sensibilizado com o estado de Dona Dinorá, ele resolve apenas expulsar esta e toda a sua família de seu terreno, mas ainda adverte ‘que tem que pegar esse filho lobisomem dela’. E não tendo escolha, Dona Dinorá e seus seis filhos saem dali, indo acampar num assentamento de ‘Sem terras’ num outro hectare também pertencente a Inhô Juarez, apesar de também ser um tanto afastado da fazenda.


Os boatos sobre o ‘filho lobisomem’ de Dona Dinorá havia se espalhado por aquela cidadezinha e com isso, ela e seus seis filhos quase não foram aceitos naquele assentamento, onde conseguiram ficar após muito implorarem e prometer que seria por um curto período. A permanência daquela família no tal assentamento não foi fácil. Muitos os temiam ou discriminavam chegando a nem se aproximar da barraca deles. Durante esse período apesar de alguns ‘contadores de causos’ relatarem sobre assustadores olhos vermelhos ainda perambulando pelas roças afora e a espreitar entre outras moitas os passantes de certas trilhas daquele rincão, também coincidiu uma certa ‘trégua’ das aparições e ataques do lobisomem nos arredores daquela fazenda.


E assim uma certa paz se instalaria naquele lugarejo se não fosse aquela velha briga com os trabalhadores sem terra que Inhô Juarez mantinha. Tal briga havia cessado enquanto este estava ocupado na caçada ao lobisomem. Mas com a trégua que o licantropo lhe dera, o coroné tornara a implicar com aquela gente que segundo ele estaria invadindo as suas propriedades. Muitas eram as discussões e quase brigas generalizadas entre os jagunços do coroné e a liderança do assentamento, ou o próprio coroné que dentre outras coisas ao ser acusado de fazer ‘grilagem’ até ameaças de morte fazia se não fosse cumprido o prazo que este dera para que aqueles trabalhadores sem-terra saíssem de ‘sua propriedade’. E certo dia, mais do que estupefato, o coroné Inhô Juarez se reúne com os seus jagunços e trama nada mais do que uma chacina da liderança ou de quem quer que fosse daquele assentamento. E tudo estava combinado.


O ataque seria numa madrugada. Agostinho, ‘o filho pródigo’ daquele coroné estava em casa naquela ocasião. Ele que já fora mandado embora de casa tantas vezes, agora retornava ‘sabe-se lá de onde’. Ele consegue ouvir a conversa da tal funesta reunião, mas como nunca se metia nos ‘negócios’ do pai, apesar de não acreditar ou aprovar o que ouvira, talvez sua natureza transviada daria as costas para mais esse ‘desmando’ daquele coroné celerado. Dentre esses desmandos, se destacavam um que fora o motivo da briga mais recente entre esse cafajeste coroné e seu filho. O ‘bode velho’ havia escorraçado Quitéria, uma pobre jovem empregadinha negra que o acusara de tê-la engravidado. Mas antes disso, o facínora a entregara para os seus jagunços para que todos a currassem. E como se não bastasse, ainda naquele mesmo celeiro após ter a boca cuspida, urinada e ejaculada por todos aqueles caboclos mal-encarados e dos quais alguns possuíam filhas até mais velhas do que ela, a coitada ainda fora forçada, com aqueles lindos e tentadores lábios grossos, a mamar no imenso órgão de um poderoso e negro cavalo alazão reprodutor da coleção de Inhô Juarez e que fora levado até lá pelo próprio. Aquele ‘velho babão’ em sua loucura, também possuía na parede de uma sala reservada várias cabeças de animais empalhados dentre as quais jurava que colocaria a do lobisomem, e também mantinha esticada uma longa saia ‘estilo western’ que fora arrancada da jovem mulher de um outro coroné desafeto seu e que ele mantinha na parede como uma doentia espécie de ‘talismã’, ‘souvenir’ ou ‘despojo de guerra’. E é quando a noite daquele ataque chega. No meio do assentamento acontecia um ‘forrozinho’ naquele dia. E com isso não só a liderança do assentamento estava presente, mas também muitas mulheres e crianças inocentes também estavam ali. Seria uma verdadeira carnificina. E é quando a jagunçada surpreende o grupo.


Setebóia mais ameaçador do que de costume é quem lidera o grupo. O principal líder do assentamento ainda tentava argumentar no meio daqueles rifles e daquela gritaria generalizada que se tornara o acampamento. Mas como um pelotão de fuzilamento, dessa vez não teria conversa. E quando com seus dedos nos gatilhos toda aquela jagunçada só esperava uma palavra de seu capitão, eis que surge dentre aquelas barracas improvisadas, mais uma vez aqueles assustadores olhos vermelhos e que dessa vez salta com fúria para cima daqueles jagunços mal-encarados, mas que naquele instante suas feições se tornaram de puro temor. E sem poderem fazer muita coisa, estes são impiedosamente dilacerados pelas presas e garras daquele imenso lobisomem. Alguns ainda chegam a atirar, mas em vão. Jatos de sangue jorravam de jugulares abertas, orelhas, mãos braços e pernas voavam, além das tripas que chegavam a serem devoradas pelo feroz licantropo.


Todos aqueles pobres trabalhadores sem-terra se mostram horrorizados com o que veem, e mesmo diante de tanto terror, se paralisam, mas logo se tranquilizam quando notam que a fúria do lobisomem era apenas contra os jagunços que pretendiam chaciná-los impiedosamente ali. O monstro com muito sangue de jagunço respingando de sua imensa boca, um coração arrancado de um deles ainda batendo entre suas presas e os olhos de Setebóia ‘fincados’ entre suas também afiadas garras, apenas olha para os ‘sem terras’, chegando a lhes dar uma impressão de que o mesmo teria cometido ‘um ato heroico da salvação de todos’. Aquele assustador e dantes ameaçador vermelho olhar, agora parecia dizer-lhes: ‘está tudo bem, eu salvei a todos’. Em seguida num só salto, o pavoroso licantropo some embrenhando-se na penumbra daquela mata fechada que circundava todo aquele assentamento.


Apesar de muita coisa ‘abafada’ pela influência do coroné Inhô Juarez, tudo foi investigado como pôde pela polícia local. As armas foram recolhidas, depoimentos foram tomados, mas evidentemente todos foram ignorados quando o protagonista das histórias relatadas se tratava do famigerado lobisomem. Coroné Inhô Juarez também descobriu que Dona Dinorá e seus filhos estavam naquele assentamento, e com isso, temendo uma ‘retaliação’ qualquer ou seja, que aquela pobre tabaroa pudesse ‘mandar o seu filho monstro lhe atacar’ ou até imaginando que toda aquela carnificina fora obra dela colocando o licantropo a serviço dos sem-terra, este deixa que todos aqueles trabalhadores permanecessem tranquilamente em suas propriedades. E estes ainda imaginando que o lobisomem fosse mesmo um dos filhos de Dona Dinorá. Por se sentirem salvos pela criatura, começaram a tratar bem aquela velha tabaroa e todos os seus filhos. Donativos e outras ajudas àquele pessoal tão carente quanto eles, também eram dados aos montes.


E com o tempo com um certo dinheirinho que também vinha como oferenda e que acabara de acumular, os seis filhos de Dona Dinorá junto com a mesma que ainda se encontrava catatônica com o choque que tomara após a caça do coroné ao seu suposto filho lobisomem, resolvem sair do assentamento e ‘cair no mundo’ atrás desse sétimo filho. Na verdade ele nunca fora o lobisomem, e sim mais uma vítima do mesmo, e isso fora no mesmo dia em que ele saíra para pescar e voltou para casa todo escoriado e mordido. É sabido que o verdadeiro lobisomem fora descoberto e que na verdade este era o filho rebelde de coroné Inhô Juarez.


No dia em que aconteceria a chacina no assentamento, este após ouvir o plano malévolo de seu louco pai, resolvera intervir na forma de licantropo e assim promovera toda aquela matança. Mais tarde o próprio coroné fora vítima de seu filho lobisomem quando teve uma briga ferrenha com este e que ao se transformar, vitimou o próprio pai com um ataque cardíaco fulminante que o impacto do susto com aquela transfiguração lhe dera e em seguida impiedosamente com sua fome animalesca despedaçara o tronco do velho e devorara todas as suas vísceras, tripas, estômago e outros órgãos vitais internos. Com isso, toda aquela fazenda, aqueles hectares de terra, seus agregados e até a coleção de cavalos puro sangue pertencentes a Inhô Juarez ficaram para Quitéria, a empregadinha seviciada pelos jagunços do coroné, e seu filhinho bastardo e também legítimo herdeiro. Agostinho foi quem agilizou todos os ‘trâmites’ já que ele por sempre ter sido um filho rebelde abrira mão de tudo, e também resolvera cair no mundo assumindo de vez sua forma de licantropo.


Há quem diga que seus olhos vermelhos ainda espreitam quem passa pelos arredores daquela fazenda a qual ele como uma espécie de ‘cão de guarda’ protege Quitéria e seu filho e também ‘meio irmãozinho’ do lobisomem. Enquanto a Dona Dinorá e filhos, estes ao terem notícia de que o sétimo filho perdido estaria na cidade grande, precisamente numa comunidade pobre do Rio de Janeiro, logo migraram para lá. E lá chegando, o sexto filho, um alcoólatra ‘perturbado’ que por seu hábito andarilho e sua aparência esteticamente não bem-apessoada quase também levou a culpa de ser o lobisomem em sua terra natal, também logo se metera numa confusão ao mexer estando bêbado com a mulher de um bandido, e que só não o matou porque moradores daquela região disseram conhecer a família dele e também alegaram que aquele pobre rapaz era ‘perturbado da cabeça’. Este incidente apesar de quase trágico também lhe rendera o apelido de ‘Talarico’.


E tempos depois se soube de um lobisomem misterioso a rondar aquela comunidade e que logo se suspeitou que fosse esse pobre coitado filho de Dona Dinorá já que o sétimo filho e desta vez o possível verdadeiro lobisomem devido as mordidas que trouxera de sua terra, continuava desaparecido.


 
Autor: Dr. Hororis Causa

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