Contos Fantásticos | CONTOS DE TERROR
Você está aqui: Home > Contos Fantásticos
Contos Fantásticos


O Galo Manolo PDF Imprimir E-mail
(7 votos, média de 3.86 em 5)
Escrito por José Manuel Nunes Vilar   
Sáb, 21 de Setembro de 2013 00:00

 

O Galo Manolo

 

 

Falava, o galo falava. Se bem é certo que há certas aves que têm o dom, como os loros, os papagaios, as cacatuas e mesmo alguns corvos, este capão, desculpas, galo, pois nunca foi privado de ter descendência, falava não por imitação de sons, mas por razão. O condenado era inteligente. E tanto. Desde que Ramirinho descobriu o milagre, toda quanta lição aprendia na escola vinha a contar-lha ao peculiar amigo quem, por acaso, já tinha nome, Manolo. Aprendia bem rápido a falar de todo quanto tema de conversa surgisse. Foi assim que certo dia o rapaz agiu levar ao Manolo de feiras como espetáculo em direto e com a intenção de tirar umas quantas moedas.

 

 
Flecha Preta de Eros PDF Imprimir E-mail
(11 votos, média de 4.09 em 5)
Escrito por José Manuel Nunes Vilar   
Qua, 21 de Agosto de 2013 00:00

 

Flecha Preta de Eros

 

 

Sentia na sua pele a suave carícia da brisa à beira do mar na noite augusta de 890. A dama deitara nas águas seus pensamentos como qual pescador que trabalha as redes desde o esquife. O concerto de ondas os envolve e mistura.  Seu cabelo preto, liso e longo. Sua face branca como o luar. Seus olhos azuis. Sua figura ligeira e feminina. Seu diário uma declaração de amor perdida numa garrafa à deriva, guindada desde o alto da falésia. O lençol como papel, as lágrimas como tina, o coração como sintaxe. Nunca vi dama igual em formosura nem fadista tão triste, ferida, danada pela flecha preta de Eros. Aquela donzela galega suplicava a Poseidon lhe liberasse seu amigo.

 

 
O jogo dos desesperados PDF Imprimir E-mail
(15 votos, média de 4.20 em 5)
Escrito por Otrebor Ozodrac   
Sáb, 27 de Julho de 2013 00:00

 

O jogo dos desesperados

- Guarde sua carteira, aqui não é usado dinheiro. Você aposta aquilo que deseja ganhar. Tempo de vida. Aqui lhe fornecemos fichas de um mês a cinco anos de sua vida. Este é o limite de aquisição, no entanto se necessitar de mais, poderá obter, após quinze minutos de reflexão.

 

 
Armadilha PDF Imprimir E-mail
(19 votos, média de 4.11 em 5)
Escrito por Tânia Souza   
Dom, 23 de Junho de 2013 00:00

Armadilha



Mais uma vez o silêncio me machuca. Não sei onde eles estão, apenas o escuro da venda sobre meus olhos, a dor dos ferimentos e as noites roubadas. Desmaiei por algum tempo e a febre me consome. Minha boca sofre a falta de água, mas não há justiça nos métodos destes homens. O pai de Kalinca está aqui, todos os dias ele vem. Deve ser difícil para ele não poder me matar com as próprias mãos, somente a crença de que eu possa dizer onde ela está permite que eu ainda viva. Entretanto, não sei o que houve, tenho lembranças vagas sobre a última vez que a vi e a dor que tenho vivido embota meus sentidos, os delírios têm sido constantes em meio à sede, a fome e a dor.


 

 
O espelho obóveo PDF Imprimir E-mail
(25 votos, média de 4.32 em 5)
Escrito por Mephisto   
Qua, 01 de Maio de 2013 00:00

O Espelho Obóveo

Do fundo do objeto veio uma luz tão incisiva, tão extraordinariamente cintilante, que, a um impacto ofuscante, me causou um desequilíbrio d’alma, seguido de uma confusão mental de difícil restabelecimento... De sua superfície vieram, aos poucos, depois que a luminosidade estonteante arrefeceu, as imagens que o espelho sugava de minha alma, e a recompunha em conformidade com a minha real e íntima aparência. Ah! O choque foi tão profundo que perdi de imediato os sentidos. E, quando despertei, verifiquei, para o meu horror, que o ser hediondo – o ente abominável refletido naquela superfície espectral – congelara-se nas minhas retinas e mergulhara definitivamente em meu cérebro.


 
O rebento de Pã PDF Imprimir E-mail
(13 votos, média de 4.15 em 5)
Escrito por Rogério Silvério de Farias   
Qua, 17 de Abril de 2013 00:00

 

O rebento de pã
A criança, a velha Ambrósia a pegou no colo. Era um lindo bebê, não fossem os chifres minúsculos e hediondos na fronte, a cauda terminada em ponta de flecha, os longos caninos, os olhos chamejantes como as áscuas do inferno, os pezinhos bipartidos como os de um bode...

 
A Pena do Corvo PDF Imprimir E-mail
(23 votos, média de 4.35 em 5)
Escrito por Duda Falcão   
Qui, 11 de Abril de 2013 01:00

 

a pena do corvo
Comprei a pena do corvo por um preço absurdo. O contrabandista garantiu que pertencera ao renomado poeta. Possuo muito dinheiro. Quando afirmo isso, creia que não se trata de pouco. Para ter certeza de que tenho em mãos o artefato verdadeiro, mergulho sua ponta em um pote de tinta nanquim. Em seguida, começo a escrever em uma folha de papel branco. Pelo o que se afirma em nosso seleto círculo, o famoso prosador utilizou a pena em seus momentos mais febris de imaginação e criatividade. Seria essa a explicação para textos tão fantásticos e idolatrados pela contemporaneidade?

 
O difícil processo do esquecimento PDF Imprimir E-mail
(9 votos, média de 4.56 em 5)
Escrito por Ricardo Manzanaro Arana   
Qui, 11 de Abril de 2013 00:00

 

 

O difícil processo do esquecimento

 

Em um par de minutos, a senhora que assistia a parturiente examinou o recém-nascido, revisando-o em todos os seus aspectos básicos, como a hidratação, a mobilidade, os reflexos etc...., comprovando, assim, que a memória não havia sofrido avarias durante o parto. Pouco depois, o bebê já notava as primeiras carícias da mãe.

Nas semanas seguintes, a mãe do menino visitou várias vezes o pediatra. Este realizou um check-up do adequado funcionamento da memória, comprovando que mantinha o conteúdo íntegro: 100 maxibites. O médico explicou o funcionamento básico da unidade, além dos procedimentos para perder-se a memória.

 


Página 4 de 7

 

PageRank

Pesquisa de informações

Leitores Online

 

Área de Autenticação








Após o cadastro, acesse seu e-mail e siga as instruções.
Copyright © 2019 CONTOS DE TERROR. Todos os direitos reservados.
Joomla! é um Software Livre com licença GNU/GPL v2.0.