Grandes navegações piratas | CONTOS DE TERROR

Grandes navegações piratas

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Escrito por Olavo Mattos   
Dom, 30 de Março de 2014 00:00

 

 

 

 

 

Grandes navegações piratas



Grandes Navegações Piratas

por Olavo Mattos

Adendo a Duguay-Trouin

(Da série - “ Olaff Palmer: O viajante do Tempo. ”)

 

 

Surge com uma gávea em alto mar a atenção, despontando no horizonte, o zênite, sob um céu nem tanto claro nem tanto azul, e tudo chama à atenção, pois um grito de alerta ou de socorro, a uma outra nave, pode valer a mais, alguns dobrões de ouro.


Um leão dos mares pode até fraquejar e deixar passar uma medonha alegoria, por medo dos monstros marinhos que observam e espreitam. Uma luta a mais pode significar um membro a menos, mas um velho bucaneiro revista, e resiste a tudo; menos ao amor e ao calor de uma bela senhorita, oportunamente num passageiro porto, a doce parada, tão desejada e aviada pela ligeira e vil manobra de um caolho timoneiro.


Zombando da sorte nas vias tão infinitas e tormentas, a quantos roteiros pode-se levar um flutuante? Arando o mar sem a pretensão de ser mais do que um futuro náufrago ou brindar-se uma real patente de corso. Escorbuto, febre verde, nada, nunca poderia explicar a sensação do rasgo às velas, dos tontos ventos, corrigindo o ócio de uma antiga calmaria... Qualquer vivente andarilho de proa ou pior, de prancha, sentirá nas águas tão carregadas de tristezas e lágrimas, o agri sabor do último gole.


“Minha posição cardeal impera no avante rasgo, o objeto do incessante desejo de glória e fortuna, que adorna o vencedor. Compelir e abordar sob o cruzado fogo, a insensata tortura de querer mais do que se pode levar...”.


Vida de ladrão dos mares é perder o que se nunca teve, é ser bravo, muitas vezes, injustiçado. A única real vitória pessoal é o poder, de viver sempre, no último capítulo dos episódios da aventureira vida.


Um passado sombrio e tenebroso, um futuro incerto e obscuro, são os espólios mais comuns de um flibusteiro. “Tomo tudo aquilo que não me é dado, porque no fundo, sabemos, que nada pertence a ninguém, todos somos ladrões e invasores do mundo. O mar que nos abraça é de todos e todos ao mar!”


Quanto ao grito da gávea, seu dono será recompensado com ouro e prata, ou com a morte, que no final, valem a mesma coisa.


Nota do Autor: Não percam:  “O Tempo de Cristo”, “Mil Anos de Noite - Idade Média” e “ A primeira Cruzada”

 
Autor: Olavo Mattos

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